O Flamengo não irá participar de nenhuma solução provisória para o Maracanã e acredita que já é hora de o governo do Estado tomar uma decisão definitiva sobre o destino do estádio, em estado de abandono desde o fim do ano passado, depois que a Odebrecht, dona da concessão, se recusou a receber a administração de volta do Comitê Rio-2016. A possibilidade de que o estádio fosse administrado de forma provisória pelo Flamengo durante o Campeonato Carioca enquanto governo e Odebrecht não se decidem sobre o futuro do Maracanã foi aventada primeiro pelo ex-presidente rubro-negro Kleber Leite, em seu blog, e repercutida pelo jornalista Bruno Voloch, do Yahoo.

O vice-presidente de Administração, Rafael Strauch, porém, negou a possibilidade de forma taxativa:

– Nós não vamos assumir gestao de Maracanã de curtíssimo prazo. Não vamos. Há riscos enormes, há discussões imensas ali. O Flamengo não irá participar de gestão do Maracanã no Campeonato Carioca. O Flamengo hoje está focado na construção do estádio dele, na Ilha, para utilização ao longo de 2017. A gente só vai participar de solução definitiva para o Maracanã. Nova concessão ou venda. E se a gente não participar de nenhuma das duas coisas, nós não iremos jogar no Maracanã e iremos partir para uma solução definitiva de estádio. Solução temporária para o Maracanã não mais. Chega, já teve tempo. O Estado esticou essa corda e a gente acha que chegou o momento de eles definirem o que eles querem. Estamos participando. Mas pela definitiva. Temporária estamos fora. Muito menos pelo Campeonato Carioca. E se não participarmos da solução definitiva, nós estamos de vez fora do Maracanã – afirmou Strauch ao MRN.

O vice-presidente disse que a preferência do Flamengo ainda é pela nova licitação, embora o governo tenha formado uma comissão para analisar a possibilidade de a Odebrecht vender a concessão para um novo consórcio. Caso esse caminho de fato seja seguido, o Flamengo tem acordo com o consórcio liderado pela britânica CSM, que também opera o programa de sócio-torcedor do clube.

– O Flamengo quer uma nova licitação para ele poder participar de limpa no processo de obter a gestão do Maracanã oficialmente para ele. É isso que a gente defende com unhas e dentes. Se houver de fato uma negociação para um novo controlador, o Flamengo é parceiro do grupo CSM/GL. Isso a gente tem estudado e tem conversado com eles para chegar no melhor termo. Ainda não é um contrato fechado, é um contrato que, se for à frente e eles ganharem a gente ainda vai levar pros conselhos. Ainda está muito incipiente porque ainda não foi batido o martelo que eles ganharam, muito menos o contrato com a gente. Isso tudo está em aspectos negociais ainda – afirmou Strauch.

Segundo a Folha de S.Paulo publicou hoje, apesar de ter se reacusado a reassumir o estádio, a Odebrecht está pedindo R$ 60 milhões aos interessados em adquirir a concessão, que vai até 2038.

Maracanã x estádio próprio

O presidente da Ferj, Rubens Lopes, convocou para a próxima terça-feira uma reunião com os clubes para buscar uma solução para a abertura do Maracanã ainda no Campeonato Carioca. Lopes se reuniu nos últimos dias com o governador Luiz Fernando Pezão. A participação da Ferj na obtenção de uma solução provisória é outro motivo que faz o Flamengo de afastar dela, já que não tem uma boa relação com a entidade, que tem preferência pela vitória do outro consórcio, liderado pela Lagardère, com a qual o Flamengo já disse que não faz negócio. Apesar disso, o presidente Eduardo Bandeira de Mello disse que comparecerá à reunião.

– O Flamengo vai estar presente.Nós fomos convidados, é uma reunião que não é deliberativa. Conversar é sempre bom. É até uma oportunidade para que o Flamengo esclareça sua posição junto aos demais clubes sobre o Maracanã – disse o presidente Eduardo Bandeira de Mello numa entrevista ontem à Rádio Globo.

Na mesma entrevista, Bandeira garantiu que a preferência do Flamengo é encontrar uma solução para o estádio – no fim da semana passada, o vice-presidente Alexandre Wrobel confirmou que o Flamengo estava estudando a possível aquisição de um terreno “extremamente interessante” na Barra da Tijuca para construir um estádio próprio.

– Isso depende do Maracanã. Se nós conseguirmos uma boa solução para o Maracanã, uma solução que atenda os torcedores do Flamengo e atenda os contribuintes do estado do Rio de Janeiro, a nossa preferência vai ser o templo do futebol, o Maracanã, que sempre foi a nossa casa. Agora, se a solução não nos agradar, não for uma solução boa para o Flamengo nem para o contribuinte do estádio do Rio, nós vamos partir para uma outra solução, e aí vai ser um estádio próprio, mas a localização não está definida ainda. Pode ser na Barra, pode ser em outro lugar também. Já há algum tempo que a gente até por obrigação está analisando essa possibilidade e ainda avaliando localizações possíveis. Mas não está definido nada, até porque a gente não sabe o que vai acontecer com o Maracanã – disse Bandeira.

 
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