A grande novela da venda do Hernane ganha um novo e – provável – último capítulo. Nesta sexta-feira (15), a Fifa determinou que o Al Nassr pague, impreterivelmente até 28 de Setembro, cerca de 3 milhões de euros ao Flamengo. O valor, refere-se à ida do atacante ao clube da Arábia Saudita. O montante era cobrado pelo Mais Querido desde 2014 e, após percorrer todas as instâncias nos tribunais do futebol mundial a decisão não cabe mais recurso.

Caso o Al Nassr não pague o valor até a data estipulada, o clube pode ser punido com multa, perda de pontos no campeonato nacional, rebaixamento e até exclusão de competições, progressivamente. Além da venda, o Flamengo deve receber o valor corrigido e acrescido das multas.

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No fim de julho, o vice-presidente jurídico do Flamengo disse, em documento divulgado, que queria uma audiência especial com o presidente da Fifa para falar sobre o assunto.

– O Flamengo aguarda a confirmação da audiência com o Presidente da FIFA entre agosto e setembro, para que possamos externar pessoalmente nossa preocupação com o prazo da execução e que, ao final, o Clube finalmente receba o valor devido pelo Al Nassr, acrescido de multa e juros, nos termos da decisão do CAS – reforçou à época, ao GloboEsporte.com.

A notícia da última decisão foi dada através do Twitter pelo Dr. Marcos Motta – advogado que representa o clube carioca na ação, e confirmada pelo clube em seguida.

O “Brocador”, como popularmente foi chamado pela torcida rubro-negra, chegou ao clube em 2012, mas foi apenas na temporada seguinte que brilhou. Hernane fechou 2013 como o maior artilheiro do ano o Brasil, com 36 gols, e foi parte fundamental do último título nacional do Flamengo, a Copa do Brasil. Considerado xodó dos torcedores, foi vendido em 2014 ao Al Nassr.

Os problemas com o clube saudita começaram logo cedo. Sem receber salários por três meses, Hernane buscou sua liberação junto à Fifa e conseguiu. De volta ao Brasil, atuou pelo Sport e, desde 2016 defende o Bahia.

O MRN teve acesso ao contrato de venda ao clube saudita que, mesmo com cláusulas de segurança, não conseguiu evitar a falha do pagamento. Matéria completa aqui.