A missão da equipe e do torcedor é sempre acreditar.

Enquanto o número de pontos a ser disputado for maior do que a diferença a ser retirada, enquanto a gente ainda tiver jogos pela frente, enquanto o troféu ainda não tiver oficialmente um dono, talvez até mesmo enquanto não tiverem gravado nenhum nome na taça com aquela maquininha, temos que lutar. O time tem que correr até o último segundo, até a última bola, e o torcedor tem que gritar até o apito final, até a última tentativa miserável de cruzamento do Chiquinho.

Mas confiar não quer dizer não pensar, torcer não quer dizer se enganar, acreditar não quer dizer se iludir. E uma coisa que ficou claro nas últimas duas rodadas é que, mais complicado que o Palmeiras perder os pontos que precisa para que a gente se aproxime, vem sendo nós marcamos os pontos que precisamos pra chegar lá.

Não que não tenham sido jogos complicados, não que na teoria não seja compreensível perder alguns pontos – perdemos para o Internacional fora, empatamos com o atual campeão brasileiro em casa – mas o que perturba mais é a maneira como as derrotas aconteceram. O ataque, que antes trabalhava com mobilidade, toque de bola, ultrapassagens com velocidade e até uma certa dose do chamado “swing moleque” que todo grande ataque precisa ter, se reduziu a uma versão menos competente da Grécia campeã da Eurocopa, levando perigo só através da bola alta. A defesa, que apesar de nunca ter passado aquela confiança toda, estava ao menos dando pro gasto e vez em quando até surpreendendo positivamente, parece ter esquecido premissas básicas do esporte e deixado atacantes adversários tão sozinhos que eles estavam desenvolvendo problemas emocionais.

O time não ocupa mais espaços da mesma maneira e jogadores chave como William Arão não conseguem fazer boas partidas, numa situação tão atípica que ocorrem aberrações como Leandro Damião ficar dez minutos em campo e não tentar nenhuma bicicleta. Não consigo pensar em sintoma mais claro de que algo está diferente no time.

Mas o que quer que seja, seja cansaço, seja desorganização, seja falta de conversa, precisa ser resolvido até sábado. Porque o jogo de sábado, fora de casa, contra um Atlético-MG apenas dois pontos atrás de nós, tende a ser um divisor de águas nessa reta final do campeonato. Vamos ver esse Flamengo das duas últimas partidas, que só joga no chuveirinho, que falha bizarramente na zaga, um time tão sem saída de bola que eu imagino que a bola já estava querendo sair sozinha?

Ou vamos ver aquele Flamengo de antes, que tocava a bola com calma, fazia a ultrapassagem, um Flamengo onde Rafael Vaz acertava lançamento de 3 dedos e a cada passe de William Arão tanto Xavi quanto Iniesta sentiam sua energia vital sendo drenada e não sabiam por que?

Porque essa é a hora da decisão. Uma vitória combinada com uma derrota ou empate do Palmeiras nos colocaria novamente na cola do líder, colocaria de volta o fogo no campeonato. Uma derrota nos mandaria pra terceira colocação e aí seria hora de só comemorar a Libertadores e planejar 2017. Nós todos acreditamos no título, claro. Mas tá na hora do time também acreditar e tornar mais fácil pra todos nós acreditar nisso juntos.

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