A Ferj realiza amanhã uma Assembleia Geral com os filiados que tem entre os temas em discussão o Regulamento Geral de Competições (RGC) para 2017. É esse regulamento que nas últimas temporadas criou uma série de constrangimentos para o Flamengo que acabaram levando a uma quase ruptura total com a federação e à atual situação de impasse na assinatura do contrato dos direitos de transmissão do Campeonato Carioca pelos próximos oito anos.

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Em 2015, foi o RGC quem limitou o número de jogadores de menos de 20 anos completos inscritos no Campeonato Carioca a cinco – o que impediu o então técnico Vanderlei Luxemburgo de inscrever na competição o zagueiro Leo Duarte, como pretendia. Ao reclamar do fato, Luxemburgo foi enquadrado em outro item do regulamento, a chamada “lei da mordaça”, que o levou a ser suspenso das rodadas finais da primeira fase. Com o auxiliar técnico Deivid à beira do campo, o Flamengo não conseguiu superar o rebaixado Nova Iguaçu e perdeu o título da Taça Guanabara para o Botafogo. Foi também o RGC que limitou o preço cobrado pelos ingressos e proibiu o Flamengo de cobrar valores promocionais para os sócios-torcedores.

Em 2016, o RGC redistribuiu dinheiro da cota de TV a qual o Flamengo teria direito automaticamente à premiação do campeonato. Também impôs a pena de perda da cota de TV e exclusão das competições das categorias de base para clubes que disputassem competições paralelas não autorizadas – caso da Primeira Liga. Após muita negociação, a Ferj aceitou considerar a competição como amistosa e não aplicou a punição.

Diante da ameaça do Flamengo disputar o campeonato com um time alternativo, a Ferj também ampliou a cláusula de limitação de cinco inscritos a atletas com 21 anos incompletos, limitou a 30 o número de inscritos no campeonato e impôs uma cláusula de multa de 50 mil para cada atleta inscrito em competições paralelas, como a Copa do Brasil e a Libertadores, e não inscrito no Carioca.

Em outubro, Flamengo e Ferj ensaiaram uma reaproximação, com os presidentes Eduardo Bandeira de Mello e Rubens Lopes conversando às margens de um evento com o então ainda candidato a prefeito Marcelo Crivella. Rubens Lopes pediu desculpas no processo que o presidente do Flamengo movia contra eles por ofensas proferidas durante uma reunião em 2015. Bandeira garantiu, porém, que a reaproximação não faria o Flamengo recuar nas exigências que faz para assinar o contrato de televisionamento, e por enquanto vem cumprindo sua promessa.


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