Na vida, podemos aprender de algumas formas. Podemos ter maravilhosos professores e conselheiros.

Podemos aprender errando. E podemos aprender observando os erros dos outros. Considerando essa última forma, ontem tivemos uma aula. Na verdade, foi mais um intensivão do que uma aula, tamanha a quantidade de exemplos negativos que o nosso adversário nos proporcionou.

Começamos aprendendo que devemos cumprir a lei, as regras. Se o estatuto do torcedor estabelece prazos mínimos de disponibilização de ingressos para a torcida adversária, não existe razão nenhuma para não atuar dentro da lei. Não leva a nada. Faz bem fazer o certo.



Não devemos atirar pedras no ônibus que transporta os jogadores do time adversário. Nunca vi uma atitude idiota e violenta como essa ganhar jogo. Ontem não foi diferente. O máximo que se consegue é ganhar a antipatia dos que pregam o bem.

Aprendemos ontem que, se a torcida adversária comprou seus ingressos, ela deve ter acesso seguro e organizado ao estádio. Aprendemos que, se o torcedor tem ingresso, ele tem direito de ver o jogo que ele pagou pra ver. É básico. E tem direito também de pelo menos ter luz enquanto espera a liberação das autoridades para deixar o estádio.
 

 
Aprendemos que, se o jogo é importante, se o Flamengo está em campo, é nossa obrigação esgotarmos os ingressos. Tirar onda e não levar 25 mil torcedores ao estádio, só serve para dar aos torcedores adversários motivos para a zoação. Ter que fazer mosaico só no centro da arquibancada não combina com a nossa Nação.


Aprendemos que nada, nada justifica o racismo. Não podemos ter, dentro de nossa torcida, nenhuma mácula desse nível. No mundo em que vivemos, qualquer tipo de preconceito é completamente absurdo, antiquado e criminoso. Sejamos exemplos positivos, nunca vexatórios.

Aprendemos que colocar caixas de som na frente da torcida adversária, para abafar os cantos da mesma, beira o ridículo. Ou expõe a falta de confiança do clube na própria torcida, quando, obrigatoriamente, tal torcida possui 90% dos ingressos à sua disposição.

Aprendemos uma lição valiosa: se temos uma função de líder de determinada organização, o nosso exemplo tende a ser seguido pelos nossos. Jogadores alvinegros agressivos em campo, a já relatada “recepção” do anfitrião ao Flamengo e a sua torcida e, como cereja nesse bolo, briga entre organizadas… alvinegras!
 

 
Quanto exemplo negativo para que possamos fazer diferente na próxima quarta.

Cada um utiliza as armas que possui, de acordo com o seu tamanho. Como gigantes que somos, temos a obrigação de observarmos tudo que ocorreu ontem e fazermos o certo no jogo da volta. Nossa arma é o nosso canto. Nosso time é a gente em campo. A vaga na final será nossa, da maneira certa: brilhando dentro e fora do estádio, dentro e fora do campo. Vamos, Flamengo!
 

Felipe Foureaux escreve todas as quintas-feiras no MRN. Siga-o no Twitter: @FoureauxFla
 


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