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Diogo Almeida (Twitter: @DidaZico)

Ao final de abril, o nosso repórter Rafael Lisboa informou, em primeira mão, a intenção do Flamengo de novamente participar da Superliga de vôlei masculina. O MRN fez um esforço de reportagem e entrevistou Marcelo Vido. O gestor do esporte olímpico flamenguista esclareceu pontos como a questão do acesso não ser via Superliga B, possíveis parcerias, entre outras questões pertinentes à aguardada entrada do clube na maior liga do continente.

O nosso blogueiro André Amaral também apurou e deu sua opinião na ótima coluna Diretoria define retorno à Superliga sem perder o foco na sustentabilidade, onde afirma com propriedade: “Opinião do blog: vem time próprio, sem muito investimento, sob a promessa de aumentar o orçamento a cada temporada. Até porque se propusessem a criação de um time já com a promessa de tirar as estrelas dos adversários, é evidente que ninguém dará o aval para o Flamengo participar da competição. E lembremos: o aval precisa ser de todos os participantes da Superliga.” Leia aqui.

Buscamos Lucas Dantas, jornalista que trabalha há anos no mundo do vôlei, para trazer para você, nosso estimado leitor, um panorama sobre a Superliga. A coluna de Lucas Dantas teve excelente repercussão, trazendo bastante luz em pontos obscuros e de quase nenhum conhecimento para a torcida rubro-negra.

Em nossas apurações podemos afirmar com bastante propriedade que o Flamengo tem vaga assegurada na Superliga Masculina 2015/2016. E isso quer dizer que jogaremos a Superliga 2015/2016? Não. Ou seja, por mais que tenhamos vontade de sair por aí comemorando o retorna à elite do voleibol masculino, ainda não devemos fazê-lo.

O basquete, Orgulho da Nação, chegou esta semana em sua quinta final de NBB em 7 anos. Somente ano passado o clube conseguiu a sustentabilidade orgânica no esporte. E o caminho segue sendo esse em outras modalidades. Não se retirar dinheiro de um esporte – geralmente o futebol –  para pagar as contas de outro esporte. O vôlei é um salto enorme em relação ao basquete. As cifras são maiores, não há repasse de TV, e o sistema de contratação de jogadores segue uma lógica própria (de novo, pedimos a leitura do texto do Lucas Dantas para melhor entendimento).


O time do Cruzeiro/SADA, atual campeão, demorou algumas temporadas para ser forte. O esporte é o segundo mais apreciado no Brasil, e, para termos uma ideia comparada, o Basquete é o quinto. 93% das pessoas que gostam de esporte afirmam também gostar de vôlei e 40% assistem os jogos pela televisão. No mundo dos negócios esportivos o vôlei é um passo enorme comparado ao basquete. Compreensível a cautela da diretoria em afirmar que não teremos time se não tivermos patrocínio.

Por isso o Flamengo hoje busca meios e maneiras de encontrar estes patrocinadores. Tanto que o projeto de retorno à Superliga teve um espaço importante nas apresentações da 2º Edição do Encontro de Negócios Rubro-Negros, que aconteceu ontem (17/05) no Maracanã, antes da partida contra o Sport. O Encontro reuniu uma pequena multidão de executivos interessados em conhecer os planos de negócios futuros do Flamengo. Com relação ao vôlei, o que há de concreto é o estudo de patrocínio por parte de algumas empresas que se mostraram bastante interessadas. Os nomes são mantidos em sigilo absoluto no clube, como é praxe em qualquer negociação de apoio e patrocínio desse porte.

Sobre a tão propalada parceria com a UFJV (Universidade Federal de Juiz de Fora), tudo leva a crer que pode ocorrer. Os contatos entre clube e universidade estão avançados. A parceria estaria alinhada com as declarações de Marcelo Vido ao MRN, que descartou totalmente o “empréstimo” da camisa do Flamengo.

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