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CURTA TAMBÉM UMA TRIP RUBRO-NEGRA!

E aí, galera!

Nessa semana, o FlaBasquete (também conhecido como Orgulho da Nação ou Terror da Paulistada) começa sua caminhada na Liga das Américas 2016. Depois do título sobre o Pinheiros em 2014 e da surpreendente derrota em casa no Final Four ano passado, o quarto título do NBB nos credenciou a voltar para a principal competição de basquete interclubes da FIBA Américas e buscarmos o bicampeonato. E, cá pra nós, quem duvida que temos tudo pra conseguir?

Ano passado escrevi neste mesmo blog que o Flamengo, também na primeira fase, caiu no “melhor grupo da Liga das Américas“, obviamente não me referindo a Malvin (URU), Pioneros (MEX) e Leones (CHI) – até por que os mexicanos foram os responsáveis por nos eliminar no Final Four – mas pelo fato da sede do grupo estar na absolutamente fantástica Cancun, um paraíso caribenho na Riviera Maia mexicana. Neste ano, o Flamengo começará a competição jogando no Panamá, mais precisamente na capital Ciudad de Panamá, onde enfrentará o Gimnásia (ARG), o Águilas (COL) e os donos da casa Correcaminos (PAN) – que são da cidade de Colón. Não pretendo comparar os dois destinos, mas é fato que pouca gente conhece o país e o que ele tem a oferecer. Então, nesse post, vou apresentar um pouquinho do que o Panamá tem e o que nossos atletas do FlaBasquete encontrarão por lá.

Quem sabe você também não se anima?

Eu fazendo m**** no Panamá...

Eu fazendo m**** no Panamá… Conheça um pouco mais sobre o país!

 

Onde fica o Panamá?


O Panamá é o primeiro país da América Central que faz fronteira com a América do Sul, mais precisamente na Colômbia (vantagem pro Águilas, que fará uma viagem bem curta até Colón). Ao norte, o Panamá faz fronteira com a Costa Rica. Uma característica interessante do país é o fato dele ter dois litorais banhados por dois oceanos diferentes: o Atlântico e o Pacífico, separados por uma faixa de terra relativamente pequena, onde está sua capital: Ciudad de Panamá. Tal característica geográfica interessou os EUA a construírem o famoso Canal do Panamá, um canal de ligação entre os dois oceanos, o que facilitou em muito a vida dos transportes marítimos no mundo e hoje é base da economia do país.

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O Gimnásio del Colégio Abel Bravo, casa dos Correcaminos. Foto: COS.

O Gimnásio del Colégio Abel Bravo, casa dos Correcaminos. Por ser muito pequeno, os jogos serão na capital Ciudad de Panamá, na Arena Roberto Durán. Foto: COS.

 

Pertinho da América do Sul, entendi… Então se fala espanhol por lá, certo?

Mais ou menos. Oficialmente, a língua é o espanhol: o Panamá já foi colônia da Espanha e também da Colômbia. Essa separação da Colômbia contou com apoio dos EUA, que tinha total interesse em construir o hoje conhecido Canal do Panamá, um corredor hídrico que ligaria os oceanos Atlântico e Pacífico. A construção começou em 1904 e só terminou dez anos depois, tornando-a na época a maior construção de engenharia do mundo. A mão de obra foi essencialmente de países latinos vizinhos, mas o gerenciamento do canal foi americano até 1977. O que isso tem a ver com a língua? Com tanta influência norte-americana por lá, grande parte da população fala inglês fluentemente. E mais: muitas expressões em inglês se misturam com o espanhol oficial, o que torna um pouco complicado o entendimento, mesmo pra quem já fala com alguma fluência. Então diria que o “espanglês” (ou spanglish) seria o mais adequado para definir a língua no Panamá.

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Como que eu chego lá?

Chegar no Panamá já foi uma tarefa mais complicada, mas não hoje. A companhia aérea Copa Airlines, que recentemente patrocinou o São Paulo, é uma grande companhia panamenha, que possui um hub na capital Ciudad de Panamá. Pra quem não sabe, hub é uma expressão em inglês que significa ponto de convergência. Na prática: todos os voos da Copa param em Ciudad de Panamá. Vai do Rio para o México com a Copa? Vai dar uma paradinha em Ciudad de Panamá, nem que seja por uma horinha. Foi numa dessa que eu consegui passar dois dias na capital e conheci um pouquinho do país. Pelas fotos nas redes sociais dos jogadores, eles também viajaram pela Copa.

FlaBasquete a camiho do Panamá. Foto: Reprodução @rfaluz55 @basquetebrasil @ggchaia_19.

FlaBasquete a caminho do Panamá. Foto: Reprodução @rafaluz55 @basquetebrasil @ggchaia_19.

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O que tem pra se ver?

Ciudad de Panamá, além de capital, é a maior cidade do país. Como grande parte do PIB do Panamá é gerado por lá mesmo, devido à operação do Canal, a cidade cresceu e se tornou uma grande metrópole, com arranha-céus e diversas opções de lazer. O país ser tax-free já dá uma ideia de que o Panamá é um ótimo lugar pra compras. E realmente é. Os shoppings Albrook Mall (o maior da América Latina) e o Multiplaza são enormes, vivem cheios, e vendem de tudo! Pra vocês terem noção, qualquer city tour que você adquira na cidade termina no shopping.

Um city tour básico na capital tem, pelo menos, dois passeios importantes. O primeiro deles é o bairro antigo de Ciudad de Panamá, conhecido como Ciudad Vieja. Um contraste com a parte moderna da capital, aprende-se bastante com um bom guia (foi nesse dia que caiu o mito do “chapéu do Panamá”, que não é de lá, apesar de ser muito vendido nas ruas). O segundo passeio, esse imperdível, é o Canal do Panamá. Uma de suas barreiras, a de Miraflores, possui um passeio guiado muito legal explicando a história e o funcionamento do Canal. Bizarro, simplesmente cortaram o país no meio. Sem querer mas já fazendo o jabá, o meu Blog Check-In descreveu mais detalhadamente todo o city-tour. Tem bastante coisa no blog, convido aos interessados que deem uma navegada por lá.

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Ok, Ciudad de Panamá parece interessante, mas e Colón?

Colón é um pouco diferente da capital panamenha. A cidade que receberia o Flamengo já tem uma cara mais parecida com os tradicionais destinos caribenhos: banhada pelo Mar do Caribe, possui águas claras (aquele famoso turquesa que faz as praias parecerem verdadeiras piscinas)… É a segunda maior cidade do Panamá e a segunda maior zona franca do planeta, atrás apenas de Hong Kong. Podemos pensar que se trata então de uma cidade próspera, mas nem tanto. Colón tem uma população bem mais pobre em comparação à capital, mesmo a apenas 80 km de distância. Os principais hotéis ficam no entorno de Colón. Não cheguei a visitar a cidade, mas o que se vende por aí é um paraíso com praias paradisíacas e tal, mas a realidade não é bem essa. Pelo jeito, as compras devem ser mesmo o melhor a se fazer na cidade.

Um pouqinho de San Blás... Foto: Mochilão Trips.

Um pouquinho de San Blás… Foto: Mochilão Trips.

O verdadeiro paraíso turístico do Panamá chama-se San Blás. Esse sim, tudo que se espera de uma viagem pro Caribe. Trata-se de uma série de pequenas ilhas (quase 400 – dizem os panamenhos que o visitante tem uma ilha por ano pra visitar) que fazem parte do território panamenho, com praias de areia fina, no Mar do Caribe. As ilhas não são muito exploradas pelo turismo, até como uma forma de preservá-las, mas conheço gente que já foi e vi fotos que me fizeram pensar em voltar pro país e fazer esse passeio. Quem sabe o FlaBasquete não passa um dia por lá depois de conquistar a nossa vaga?

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E os esportes?

O Panamá respira esportes norte-americanos. Apesar da maioria do povo ter raízes latinas, o baseball é o esporte nacional. Além da MLB, eles possuem sua própria liga profissional, que inclusive exporta jogadores aos montes para a liga norte-americana. O basquete vem logo a seguir. Em 2015, mesmo com uma seleção carente de grandes nomes, o Panamá eliminou o Brasil (que tinha Rafa Luz, Marquinhos, JP Batista, Rafael Mineiro e Olivinha, além de Benite) da Copa América ainda na primeira fase.

O ginásio onde jogaremos, a Arena Roberto Durán (ou Gimnásio Nueva Panamá), fica em Ciudad de Panamá e tem capacidade para 12 mil pessoas. É parte do Complexo Esportivo Irving Saladino, que também abriga os Estádio Luis Ernesto “Cascarita” Tapia e o Estádio Rommel Fernandez, este multiuso, mas que abriga principalmente jogos de futebol. Ainda há um parque aquático e um hipódromo no complexo.

O futebol tem crescido no Panamá, ainda que com passos de formiga e sem vontade. Até tentei, sem sucesso, comprar uma camisa da seleção local. Fui no maior shopping do país, o Albrook Mall, e não encontrei. Recentemente, conseguiram se classificar para a Copa América Centenário, que será disputada nos EUA nesse ano. Levar o nome do Flamengo para o país pelo futebol não seria tão efetivo, mas temos uma boa chance com nosso basquete.

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Ah, mas o FlaBasquete foi pra lá chutar traseiros, e não turistar…

Isso é verdade, mas ainda sim os caras estão se divertindo. A FlaTV está com uma série de vídeos chamado “Diário do Grandão”, onde nosso pivô-mito-rei do açaí Jerome Meyinsse está mostrando um pouco da viagem, com aquele bom humor característico! Já saíram os três primeiros vídeos, confira abaixo! Inscreva-se na FlaTV (é de graça e basta um clique) e assista a série completa e muitos outros conteúdos exclusivos! Está muito bom!

 

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Longe de querer escrever um guia completo sobre o Panamá, mas acho interessante informar sobre uma oportunidade de viagem que poucos conhecem e que o FlaBasquete irá vivenciar. Espero que voltem de lá com muitas experiências bacanas, as malas cheias de compras, um bronzeado das praias de San Blás e, claro, a classificação pra próxima fase da Liga das Américas.

Saudações Rubro-Negras!