A chegada de Darío Conca dá ao técnico Zé Ricardo a possibilidade de variar o esquema com dois pontas que ficou algo manjado pelos adversários na reta final do último Campeonato Brasileiro. Ao mesmo tempo, o técnico se preocupa em como alcançar equilíbrio defensivo passando a escalar dois meias – o argentino e Diego. Além disso, há um desafio adicional: Conca estará, na melhor das hipóteses, disponível em abril. Antes disso, o Flamengo já terá importantes jogos da Libertadores, além da Primeira Liga e do Carioca – que Zé Ricardo já declarou que pretende ganhar e que vai disputar com força máxima.

O técnico falou sobre as possibilidades de encaixe do jogador e de mudança de esquema com o jornal “O Globo” e com a Rádio Globo. Ele admitiu que Conca não estava no planejamento inicial e foi uma oportunidade de mercado:

– O planejamento começou a ocorrer em meados de outubro, pensando já na temporada e a gente colocou antes de sair de férias as necessidades que nós queríamos e algumas possibilidades que poderiam acontecer. O Flamengo, sempre muito centrado naquilo que queria, mas sempre muito atento ao mercado, porque uma situação que aconteceu como a do Conca às vezes foge até um pouquinho do que a gente esperava, porque a gente não esperava que o Conca se colocasse à disposição. Mas aconteceu e a gente acabaou tomando essa decisão de trazê-lo pra gente – afirmou.

Zé Ricardo disse que tem obrigação de encontrar uma fórmula para os dois meias jogarem juntos:

– A gente sabia que seria o principal questionamento da torcida. Não tem complicação, pelo contrário, Conca e Diego são jogadores para solucionar problemas. Eu sou partidário de a gente ajeitar o time de acordo com peças que a gente tem no plantel. Ele estando bem – estamos falando de abril, maio talvez – é a preocupação que eu tenho de ter, e eu tenho de resolver, para fazer os dois estarem em campo.


Mas como seria essa fórmula? Uma possibilidade seria manter o esquema atual, com dois pontas, sacrificando um dos volantes.

— Diego e Conca teriam funções defensivas a cumprir. Sem a bola, se o time se equilibrar com os dois pontas e um volante, pode funcionar. É meu trabalho ajustar. É perfeitamente possível os dois jogarem juntos – afirmou o técnico.

Essa possibilidade, porém, deixaria de fora do time titular ou Willian Arão, um dos destaques do Flamengo na última temporada, ou o provável reforço Romulo, o que não faria muito sentido diante do esforço do Flamengo para contratar o volante do Spartak Moscou, que, ao contrário de Conca, deve estar disponível desde o início da temporada.

– A princípio, ter só um homem (volante) por trás deles (Diego e Conca) pode não ser o ideal – admitiu o técnico.

Afastada essa hipótese, Zé poderia abandonar um pilar do seu esquema em 2016: os dois pontas abertos, que ajudam tanto na defesa quanto no ataque. Isso explicaria inclusive uma eventual perda de opções no setor: Sheik e Fernandinho já saíram, e o clube negocia com o Internacional a saída de Marcelo Cirino. Até o momento, ninguém chegou para a posição, embora o Flamengo negocie com Marinho, do Vitória, e tenham sido especulados nomes como o de Vitinho, do CSKA, e Cecilio Domínguez, do Cerro Porteño.

— A ideia tem que ser essa, talvez com a utilização de mais um jogador por trás dos dois. Seria situação totalmente antagônica à que a gente joga hoje, sem a utilização dos externos. Não é fácil, perde-se largura (ocupação dos lados do campo). Mas com sincronismo entre laterais e volantes de lado, pode-se equilibrar.

O técnico admite testar nos primeiros meses do ano um esquema no qual Conca possa ser encaixado quando estrear, mas ressalva que isso não pode atrapalhar a missão de ganhar os jogos enquanto o argentino não estreia:

– É uma opção também, a gente já vem pensando algumas formas de utilizar quando o Conca estiver disponível, mas a gente não pode se preocupar só com isso, a gente tem o Campeonato Carioca, a Primeira Liga e a gente não vai estar com a disponibilidade desse jogador. São algumas formas que a gente já está imaginando, discutindo com a comissão técnica e, principalmente, tem que colocar em campo pra ver se nos treinamentos as coisas continuam acontecendo sem que a equipe perca o equilíbrio. Em 2016 brigamos pela melhor defesa e chegamos a ser o segundo ou terceiro melhor ataque. Esse é o equilíbrio que todo treinador procura. Se a gente conseguir manter o equilíbrio com esses jogadores, a gente vai buscar o que tem de melhor

 
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