Mais um tabu foi quebrado no futebol brasileiro. Depois de quase 11 anos, o Flamengo voltou a vencer a Ponte Preta. Se contabilizarmos os jogos apenas no estádio Moisés Lucarelli, o feito foi ainda maior. O rubro-negro não derrotava a Ponte Preta, em Campinas, há 17 anos. Depois de uma semana conturbada, com direito a troca no comando técnico, o Flamengo retomou o caminho das vitórias . O triunfo por 2 a 1  sobre a Ponte Preta, no Majestoso, com um jogador a menos, apazigua um pouco a crise rubro-negra e alivia a situação do Mais Querido na tabela de classificação. O Flamengo volta a campo na próxima quinta-feira (02/06), às 21h, em Volta Redonda, diante do Vitória.

O JOGO

Quem esperava ver o Flamengo com uma postura diferente, inicialmente se decepcionou. O time comandado por Zé Ricardo começou a partida da mesma forma que iniciara as anteriores. De diferente, só a presença de Muralha no gol. O arqueiro substituiu Paulo Victor, que acusou dores lombares.. Impulsionada pela torcida, a Ponte Preta criava as melhores chances. Oportunidades que sugiram em decorrência dos erros de William Arão e Márcio Araújo nas saídas de bola.

O primeiro gol do jogo saiu aos 11′. Num lance muito polêmico, Reinaldo cobrou falta, levantando a bola para a área, Jorge que fazia a marcação em cima de Wellington Paulista, foi deslocado por Fábio Ferreira. O bandeira chegou a marcar o impedimento de Ferreira. Anderson Daronco anulou o gol, mas em seguida, após uma conversa com seu assistente, confirmou o tento. Ponte 1×0.

A vantagem do time campineiro não durou muito tempo. O Flamengo acordou na partida e na sua primeira ida ao ataque, chegou ao gol. Aos 20′, na cobrança de falta de Allan Patrick, Felipe Azevedo resvalou de cabeça e jogou contra o próprio patrimônio. Ponte Preta 1×1 Flamengo. O gol fez o Flamengo crescer na partida. Allan Patrick finalmente entrou no jogo e passou a incomodar o goleiro João Carlos.


A Ponte Preta voltou a assustar o Flamengo aos 26′. Ravanelli cobrou falta e Kadu mandou para rede, pelo lado de fora. Foi a última chance de perigo da Macaca, que passou apenas a se defender no restante da primeira etapa. O Fla tinha o domínio da posse de bola, mas chegou ao segundo gol novamente através de uma jogada de bola parada. Aos 41′ Allan Patrick cobrou escanteio, João Carlos afastou o perigo com soco e a bola parou nos pés de Jorge, que de primeira mandou para dentro do gol em lindo lance.

O técnico Eduardo Baptista voltou com duas alterações para a etapa complementar. Ravanelli e Wellington Paulista saíram para as entradas de Cristian e William Pokker, respectivamente. O treinador visava dar um novo gás ao time e fazer pressão no Flamengo. A pressão até aconteceu, mas chance de gol, de fato, só aos 13′. Felipe Azevedo recebeu sozinho cruzamento de Pottker dentro da área, porém chutou para fora.

Zé em Campinas

Zé Ricardo comandou o time rubro-negro na área técnica. Foto: Rodrigo Coca

 

Pelo Flamengo, Gabriel entrou no lugar de Vizeu, que teve poucas oportunidades no jogo. Com a saída de Felipe, Cirino passou a ser o homem de referência da equipe rubro-negra, que viria a ficar desfalcada minutos depois. Fernandinho cometeu falta infantil e levou o seu segundo cartão amarelo no jogo. Allan Patrick foi sacado e Cuéllar entrou em seu lugar.

 

 

A Ponte Preta tentava investir no ataque, mas sem sucesso, parava no bom sistema defensivo do Mengão. Ederson entrou na vaga de Cirino e conseguiu cadenciar o meio-campo flamenguista. O Mais Querido segurou o jogo até os minutos finais, quando a Ponte voltou a pressionar e obrigou o goleiro Muralha a fazer grandes defesas. Uma delas, aos 48′, após voleio de Felipe Avezedo.

FICHA TÉCNICA 

Ponte Preta 1×2 Flamengo

Data: 29/05/2016

Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas

Horário: 11h

Ponte Preta: João Carlos; Jeferson, Fábio Ferreira, Kadu e Reinaldo; J. Vitor, Matheus Jesus (Thiago Gallhardo), Ravanelli (Cristian) e Felipe Azevedo; Wellington Paulista (William Pottker) e Roger. Técnico: Eduardo Baptista

Flamengo: Muralha; Rodinei, Léo Duarte, César Martins e Jorge; William Arão, Márcio Araújo, e Alan Patrick (Cuéllar); Fernandinho, Felipe Vizeu (Gabriel) e Marcelo Cirino  (Ederson). Técnico: Zé Ricardo

Cartões amarelos: César Martins e Fernandinho (FLA); João Vitor e William Pottker  (PON)

Cartão vermelho: Fernandinho

Arbitragem: Anderson Daronco

Assistentes: Jorge Eduardo Bernardi e Helton Nunes

Público e renda: 7.106 pagantes/ R$ 196.580,00