O Conselho Deliberativo aprovou hoje, com um voto contrário e uma abstenção, o contrato com a Rohr Estruturas Tubulares para a montagem das arquibancadas provisórias que vão ampliar o Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, para 20,5 mil lugares – dentro da capacidade exigida para realizar jogos da Libertadores até as quartas de final.

A Rohr tem entre seus projetos a montagem da arena de vôlei de praia na última Olimpíada. O projeto deve custar cerca de R$ 12 milhões – na semana passada, o Conselho de Administração aprovou a tomada de um empréstimo deste montante para pagar a obra, dentro do fluxo de caixa do clube.

Segundo o vice-presidente de Administração, Rafael Strauch, a arquibancada Leste ficará a seis metros do campo, distância mínima permitida pelas normas da Fifa. Nos setores Norte e em parte do Sul, atrás dos gols, não haverá cadeiras. O que vai separar a torcida do campo é uma grade de cerca de um metro de altura.

– O projeto talvez tenha um outdoor entre o setor Norte e Leste que melhora muito a acústica da torcida. O placar deve ficar entre o setor Leste e Sul, o que ajudaria na questão acústica, pois como ele é de metal, o som reverbera para dentro do campo. Se você deixa aberto ou bota lona, absorve o som. A gente vai botar para fechar acusticamente e também como um espaço para propaganda – afirmou ao MRN o vice de Administração Rafael Strauch.

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Contra a exaustão

O Flamengo decidiu buscar o estádio da Ilha quando ficou claro que o Maracanã poderia mais uma vez ficar indisponível no começo da temporada e após a avaliação que, apesar do recorde de nove vitórias seguidas como mandante, o excesso de viagens acabou custando caro na reta final do Campeonato Brasileiro.


– A gente teve um ano bastante conturbado, principalmente no que diz respeito à nossa logística. Podia parecer pra muitos uma desculpa, falar de tantas viagens, e por isso ficou meio proibido da gente falar, eu não queria usar isso para que não servisse de muleta principalmente pros atletas. Eu queria que os atletas entendessem que a gente estava fazendo de tudo e aquilo que a gente estava fazendo era suficiente para não deixar a peteca cair. Mas em determinado momento aconteceu. A conta veio e a gente acabou tendo um desgaste mais absoluto, a gente perdeu um pouco de gás no final. Nós também erramos, talvez a gente pudesse em alguns jogos fazer com que alguns atletas que estavam desgastados descansassem um pouco mais. Mas como fazer isso com a equipe crescendo e pontuando e correndo atrás de dois, três adversários? Se a gente fizesse duas, três substituições por jogo e não desse certo, ou viesse uma derrota, provavelmente a gente teria sido rotulado: tá querendo inventar – disse o técnico Zé Ricardo hoje à Rádio Globo.

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Com o projeto aprovado – falta ainda a liberação do Corpo de Bombeiros e da PM -, a diretoria do Flamengo já decidiu que realizará um número mínimo de jogos na Ilha na temporada mesmo que tenha o Maracanã. Essa informação está sendo repassada, inclusive, nas negociações em busca de uma empresa que queira comprar o naming rights do estádio.

O Flamengo pagará R$ 7 milhões à Portuguesa pelo aluguel do estádio por três anos, prorrogáveis por mais três. Além disso, dois jogadores devem ser emprestados ao time para a disputa do Campeonato Carioca.

Outras aprovações

O CoDe também aprovou, por unanimidade, a renovação do contrato de patrocínio com o curso de línguas Yes, que investirá R$ 6 milhões para estampar sua marca na parte inferior das costas até o fim do ano, e a aplicação da marca da Orthopride, que ocupará o mesmo espaço na camisa da base, a partir de amanhã, na estreia da Copinha.