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Flávio H Souza | Twitter @PedradaRN

 

Conforme todos esperavam, o “Conclave Azul” que aconteceu ontem, dia 22 de julho, na sede da Gávea deu fumaça preta e consolidou-se a ruptura. Eduardo Bandeira de Mello (EBM) de um lado e Bap/Wallim do outro. A Chapa Azul rachou. Wallim Vasconcellos se declarou candidato e vai disputar o pleito com EBM em dezembro em uma eleição que promete ser complicada e difícil para todos os envolvidos, pois estiveram juntos, passaram por dificuldades, arrumaram soluções, conseguindo estabilizar, todos juntos, as finanças e recuperar a CREDIBILIDADE do Flamengo. Esta perdida antes em mil contratações milionárias em que os deveres deixaram de ser pagos, assim como obrigações em recolhimentos de taxas e impostos.

Flamengo adentrará 2016 como um outro clube. Mais responsável. Íntegro. Representando, inclusive, perante o Brasil, uma força de credibilidade pois é o clube que deu as caras através de Eduardo Bandeira de Mello para a moralização do futebol brasileiro dando exemplo dentro de casa, colocando no Estatuto emendas que implementam a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Rachou.

Rachou.

Mas como se chegou a isto? Como um grupo obviamente vencedor administrativamente, consegue se…implodir? Bem, na minha opinião, passa pelo Futebol. Foram 3 anos amargos. De problemas em planejamento de elenco, contratações prometidas que não vingaram, técnicos com péssimos trabalhos, jogadores que viravam o ano e decaíam sensivelmente, enfim, o futebol não deu certo nesta Gestão. Uma Copa Brasil conseguida em 2013, um carioca em 2014 e acabou. Muito pouco. Sabemos que o dinheiro era curto, mas nada justifica, por exemplo, a montagem esdrúxula do elenco no planejamento da temporada em 2014 e 2015. E as críticas vão minando, não só técnicos eram substituídos como diretores executivos de futebol. O Conselho Gestor de Futebol, inventado para dar apoio a decisão a VP de Futebol, também foi alvo de rodízios oriundos da cobrança por resultados em times mambembes mal treinados e dirigidos.

E o Flamengo tem o futebol na alma. Não funcionou. E quando o core business não funciona em qualquer empresa, há crise. E o resultado desta crise vemos agora, com a Chapa Azul rachando e se transformando em duas, uma Chapa Azul com a levada da Fla21, com Bap, Wallim, Landim, Gustavo Oliveira, talvez Tostes e Póvoa, embora há versões que ambos se mantém “neutros” e uma Chapa Azul “Bandeira”, em que Eduardo Bandeira se consolida como liderança para o outro grupo de VP´s, entre eles Rafael Strauch, Claudio Pracownik, Flavio Willeman, entre outros.

E como fica o FLAMENGO nisto? Fica em suspense. Temos uma eleição em que, em tese, pode-se dividir o voto daqueles que pregam pela filosofia implantada pelos “azuis” de responsabilidade financeira e sustentabilidade e dar mais espaço aos adeptos dos resultados esportivos acima de qualquer preço, por exemplo, que pode ser parte do discurso político de outras chapas ligadas a nomes mais tradicionais, ou mesmo semi-desconhecidos da política rubro-negra.


Como eleitor da Chapa Azul Integral, Original, meu sentimento é de tristeza. Não gosto de ver pessoas que aprecio, que faziam um belo time, se separando. Embora com resultados ruins no futebol, creio que isto fazia parte do aprendizado deste grupo. Para ter um futebol com resultados ótimos perenes é preciso ter a casa otimamente arrumada primeiro. E estava um caos. Não está perfeita ainda. Precisa de muito a se fazer. E por ter muito ainda a fazer que me preocupo com o que possa vir.
 
 

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