mrn inf     Por  Diogo Almeida

 

A sessão atrasou um pouco. Aliados de Leonardo Ribeiro eram maioria por volta das 19:30h. Uma das decisões mais aguardadas dos últimos tempos. O destino de Leonardo Ribeiro estava em jogo. “Capitão Leo é só para os amigos”, o réu da noite vaticinou à nossa reportagem, em um contato telefônico, às vésperas do primeiro julgamento, ocorrido em março. Pois bem, inicialmente aqueles que têm a intimidade para chamá-lo de Capitão estavam em maior número.

Todavia, o maior interessado não estava presente. O ainda integrante do Conselho Fiscal da FFERJ está morando em Manaus, mudou-se a trabalho. No início da reunião foi lido o Parecer da Comissão de Inquérito, instituída pelo ex-presidente do CoDe, Delair Dumbroski. O Parecer pediu absolvição de Leonardo Ribeiro. Porém algo muito importante não foi encontrado. Um suposto áudio, com denúncias aterradoras, daquelas que abalariam as estruturas da Gestão Eduardo Bandeira de Mello não foi apresentada. O áudio foi, inclusive, matéria do Diário Lance.

A esta altura o Plenário estava cheio. César Sansão teve a incumbência de defender Capitão Léo. Com uma procuração do réu dada a ele.  Foi o defensor do ausente para o Plenário presente ao Auditório Rogério Steinberg. Primeiramente afirmou que não fala em defesa de Leonardo Ribeiro. Fala em defesa do Clube de Regatas do Flamengo. Continua dizendo que todos têm liberdade de expressão; e entrega uma cópia da Constituição Brasileira ao Presidente do Conselho Deliberativo, Rodrigo Villaça Dunshee de Abranches. Sansão quer mostrar que o artigo da Constituição Brasileira tem maior poder que o artigo do nosso Estatuto. A segunda punição em menos de um ano do Capitão Leo fora a de ir contra os interesses do Flamengo: Proferiu ofensas dirigidas ao Bap, à época ainda VP de Marketing, em uma reunião na FFERJ.

A primeira punição foi por bater em um sócio. Joca, de 65 anos.

Com duas punições, em menos de um ano, qualquer sócio do Flamengo é eliminado. Eliminado quer dizer 10 anos fora do clube. Nesta noite o CoDe não esteve punindo o líder da oposição. Está julgando se a sua apelação de absolvição, a segunda, será recebida. E para isso estamos chegando aos votos.

Ainda dá tempo para que Sansão diga que o patrocínio da Sky é errado. E o melhor veio, um grand finale: Chamou os conselheiros que poderiam votar contra Ribeiro de nazistas.

Fim dos discursos. Votação.

E o resultado das urnas apontou 193 a 90. Capitão Leo ou Leonardo Ribeiro está eliminado do CRF.

 

ATUALIZAÇÃO (22:06h)

Até 2025: Leonardo Ribeiro foi punido com o artigo 57. Prevê ELIMINAÇÃO. A eliminação é uma pena mais leve que a expulsão. O sócio eliminado pode pedir revisão da decisão após um ano, com assinatura de 100 conselheiros. Ou pode esperar dez anos para a pena ser apagada do arquivo, e ele entra com o pedido para ser sócio novamente.

Revisão é um perdão. O CoDe é o responsável pela decisão. Apagar a penalidade é um processo automático.