O Mundo Rubro Negro teve o prazer de entrevistar um angolano apaixonado pelo nosso Flamengo, morador de Luanda.

Por Diogo Almeida (@DidaZico) e Thiago Felix (@Thiago_Fellix) - MRN Informação

Gelson de Almeida sonha um dia ser Sócio-Torcedor! (Foto: Arquivo Pessoal)

Durante a entrevista, Gelson de Almeida, nosso ilustre entrevistado, contou o que sente pelo Rubro-negro, mesmo morando tão longe do seu clube de coração. Nessa mesma entrevista, Gelson falou sobre seu imenso desejo de ser sócio-torcedor e o que faz pra suprir a falta de produtos licenciados do Flamengo sendo vendidos onde ele mora. Vocês vão se surpreender com o fim dessa história.

MRN: Gelson, o Mundo Rubro Negro entrou em contato com sua história e achou que seria super interessante um aprofundamento. Conte um pouco sobre sua paixão pelo Mais Querido do Mundo?

Gelson: Minha paixão pelo Flamengo transcende este mundo…. Sou apaixonado pelo Flamengo de coração. Lembro-me de quando fiz a minha primeira viagem para o Brasil e fui, infelizmente, parar em São Paulo. Era reta final do Brasileirão de 2009, depois daquela arrancada histórica ver o Mengão campeão e a manifestação na internet pelos títulos, eu vi-me a cantar todas a músicas e era uma alegria muito grande… Como se diz: “a pessoa não aprende a ser Flamengo, ela nasce Flamengo…”.

Flamengo é a minha maior paixão na vida… Seja na terra, seja no mar.

MRN: Você é sócio-torcedor, correto?

Gelson: Não. Estou há 1 ano tentando mas não consigo… Penso que deveríamos ser mais transparentes e levar as informações de forma clara para o mundo todo, por isso até não consigo inscrever-me. Já pedi ajuda por várias vezes no grupos do Flamengo no Facebook mas ainda não recebi informação de forma clara. Sei que não terei benefícios com os ingressos mas eu só penso no Flamengo e o quero ajudar… Quero contribuir pra o engrandecimento da estrutura do nosso clube… Até mesmo com a diferença de 5 horas no fuso-horário perco noites pra assistir os jogos pela libertadores, é um amor inexplicável …

MRN: Quais complicações técnicas do programa não deixam você ser sócio-torcedor?

Gelson: Pedem o preenchimento de um formulário onde solicitam o CPF, mas aqui em Luanda não existe CPF.

MRN: Então esse é o grande problema?

Gelson: Também, porque quando encontro esta barreira, não consigo continuar o processo de inscrição e não sei o que mais é necessário. Da mesma forma, não sei se o pagamento é mensal e se fazem o débito automático na minha conta ou se tenho que depositar todos meses um valor na conta do ST.

MRN: Mas você já tentou fazer com o cartão de crédito?

Gelson: Ainda não cheguei nessa etapa devido ao CPF.


Detalhe do CRF pintado na parede de seu quarto em Luanda (Foto: Arquivo Pessoal)

Detalhe do CRF pintado na parede de seu quarto em Luanda (Foto: Arquivo Pessoal)

MRN: A diretoria bate na tecla de que a adesão é fácil para qualquer pessoa. Em qualquer parte do mundo. Está comprovado que isso não é bem a verdade. Gelson, sei que você não pensa nas vantagens. Mas elas seriam bem vindas, com certeza. Qual vantagem você poderia sugerir que fosse viável para alguém que mora em Angola?

Gelson: Venda de produtos licenciados e que a renda vá para os cofres do clube… Aqui em Angola não existe camisolas do Flamengo em lugar nenhum… Devemos valorizar mais a marca Flamengo, ela tem Força.

Por ser ainda novo e não ter vivido as emoções de 81, Mas vencer o campeonato Brasileiro, esta copa do Brasil recentemente e ter visto aquele 4-5 contra o Santos foi muito emocionante… Flamengo é isto, raça, amor e paixão.

MRN: Para encerrar, você quer dirigir a palavra para à diretoria?

Gelson: Continuem com a política de austeridade que estão indo no caminho certo, sem esquecer de fazer ajustes ao plantel principal e, dentro em breve, com o apoio da torcida e a vossa competência, seremos uma potência do futebol mundial em todos os sentidos.

Em Off:

MRN: Gelson, você poderia nos dar uma foto sua com o manto sagrado para podermos ilustrar nossa matéria?

Não tenho o manto, mas tenho a bandeira e o hino desenhados no meu quarto.

Paixão que atravessa continentes! (foto: Gelson de Almeida)