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Valdemir Henrique Vogt (Twitter: @netobygu)

 

 

A história desse templo do futebol mundial se confunde com a do flamengo por inúmeros motivos. Recordes, espetáculos inesquecíveis proporcionados pela nação e muitos títulos..

 

Foram tantas emoções…
Espetáculos da nação cantando, os bandeirões e o mega mosaico
A saudosa geração de Zico & Cia que encantou o mundo.
Os títulos brasileiros, a libertadores na raça
As copas do Brasil vencidas com emoção como a de 2013 fundamental em nossa reestruturação.
Os tricampeonatos como o de 2001 e o lendário gol de pet
E é claro, o hexa

O Hexa foi a síntese da relação Maracanã/Flamengo/Nação. Um estádio ocioso, um time desacreditado e uma torcida impaciente. Quem imaginaria uma combinação dessas resultando no título mais emocionante da história do Brasileirão por pontos corridos? Nesse período o templo do futebol havia passado por uma grande reforma para os jogos Pan-Americanos Rio 2007 e muitos questionavam o fim das arquibancadas da geral, substituídas por cadeiras. Mal sabiam eles que o fim ainda estava por vir.


Foto Divulgação

Foto Divulgação

Surfando num esplendoroso crescimento econômico, o Estado Brasileiro entrou de cabeça nos grandes eventos esportivos, dando carta branca para as entidades organizadoras. As pessoas mais atentas já sabiam dos perigos de delegar plenos poderes à FIFA, e que seu “consagrado padrão” (Leia o meu texto anterior) não era condizente com a realidade brasileira. Contudo, muitas pessoas guiadas pela euforia ignoraram os poucos avisos alegando que isso era um sintoma do complexo de vira-latas brasileiro.

As autoridades diziam que uma economia como a brasileira não tinha que se preocupar com gastos. Éramos muito fortes – diziam. E assim, obras faraônicas, com orçamentos mais faraônicos ainda, começaram a ser erguidas Brasil afora. Enquanto isso no Rio de Janeiro as autoridades envolvidas diziam que o Maracanã “passaria por pequenas reformas para se adequar as necessidades da copa de 2014” e que “os custos não seriam elevados pois muito da reforma para o Pan Rio 2007 seria aproveitado”. Mas quem via as imagens da obra sabia que isso não era verdade. Com o passar do tempo veio a certeza de que não se tratava de uma reforma. Era uma demolição disfarçada. Depois de inúmeros atrasos e aditivos de recursos surgiu um bilionário Maraca.

Um luxuoso estádio projetado para uma única partida, a final da copa do mundo. A história do Maraca/Mengão agonizava, mas havia esperança, pois o clube poderia, pela primeira vez na história, participar efetivamente da administração do estádio. Doce ilusão. O golpe veio quando o Governo Estadual aprovou uma norma impedindo que clubes participassem de forma direta da administração. Em um processo nebuloso e de regras questionáveis, o Mario Filho foi entregue à empreiteira Odebrecht. Nascia ali o consórcio maracanã.



A linda relação Maraca/Mengão estava oficialmente morta. O estádio estava pasteurizado pelo famigerado padrão FIFA e não possuía mais qualquer tipo de viabilidade econômica. É obvio que em todo este nefasto processo nem por 1 segundo pensaram em seu maior avalizador, a Nação Rubro-Negra.

Alguns podem questionar se essa inviabilidade econômica não é fruto da austeridade implantada no clube. Eu lhes digo: mesmo que montássemos um timaço o estádio seria inviável porque na melhor das hipóteses contaríamos com no máximo 4 jogos de grande apelo (Final da Recopa, Final Libertadores, Final Copa do Brasil e um jogo com grande possibilidade de conquista do brasileirão).

O Consórcio Maraca SA diz que os jogos tornam-se viáveis a partir de 30 mil pessoas. Eu discordo! E digo mais: com o nível de despesas tão alto quanto o do Maraca-Fifa os jogos só são viáveis com público acima de 40 mil pessoas e ticket médio a partir de 120 reais. Gente, sejamos realistas. Com tamanha má vontade de toda a imprensa esportiva, juntamente com o momento econômico ruim e um clube em processo de restruturação pergunto qual a chance de emplacarmos esse valor?

Foto Divulgação

Foto Divulgação

O jogo final da Copa do Brasil de 2013 retrata claramente esse cenário, a partida em que o Mengão sagrou-se campeão teve um público pagante de 59.991 torcedores gerando rende de R$ 9.733.735.00 milhões – ticket médio de R$ 162.25.

A despedida nunca é fácil; seja de uma pessoa/situação/lugar ela sempre causa revolta, dor e saudade. E nessas horas é muito importante entendermos que o adeus não é um desrespeito, é um processo necessário para que possamos seguir em frente. Nossa brilhante trajetória no Maracanã jamais será apagada, mas chegou a hora de seguir em frente.

Nós somos uma NAÇÃO COM 40 MILHÕES DE TORCEDORES! No Rio de Janeiro representamos mais de 55% da população. É chegada a hora de usar toda nossa grandeza e força para lutar por nosso maior sonho: Nosso estádio.

A maior torcida do mundo faz, fez e fará diferença mais uma vez!

 

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