Os membros do Conselho Deliberativo do Flamengo votarão na próxima quinta-feira três acordos com a TV Globo – um pelo televisionamento do Carioca nos próximos três anos; um pela transmissão da Primeira Liga pelo mesmo período e um terceiro e misterioso item definido na pauta da convocação da sessão apenas como “outros acordos” com a emissora.



code globo

O MRN teve acesso a informações sobre o primeiro desses contratos e confirmou que, de acordo com ele, o Flamengo receberá R$ 15 milhões anuais da TV Globo, o mesmo valor que será pago a Fluminense, Vasco e Botafogo. Uma cláusula incluída no contrato já assinado da Ferj com a Globo impede a emissora de pagar mais ao Flamengo pelos direitos de transmissão do que aos outros três grandes. Cada centavo elevado no acordo com o Flamengo teria que ser aumentado para a Globo também para Fluminense, Vasco e Botafogo.

O clube buscou, então, outras compensações da emissora. O contrato de transmissão inclui uma menção à que a Globo faça “esforços” para a conclusão das obras da Arena da Ilha. Os “outros acordos” aos quais o edital de convocaçaõ do CoDe se refere podem estar relacionados a essa questão.

Teoricamente para um contrato ir à votação do conselho, ele tem o valor mínimo de R$ 2 milhões, mas não sabemos se essa regra se aplica a esse caso, já que os acordos estão relacionados aos outros dois contratos que serão votados.

Como o MRN especulou no domingo, o UOL confirmou que o contrato da Primeira Liga, que renderá cerca de R$ 3 milhões anuais fixos ao Flamengo — fora até outros R$ 2,4 milhões que podem vir em premiação –, foi negociado em conjunto com o Carioca e também é visto como uma das vantagens de assinar o contrato do Estadual. O UOL diz ainda que o clube negociou receitas variáveis pela venda de pay per view. O Flamengo ainda conta com a receita que virá das placas de publicidade, embora a Globo não tenha garantido esse direito no contrato – o MRN publicou ontem a resposta dada pelo clube na Justiça à tentativa da Ferj de cassar a liminar que proíbe a federação de negociar as placas nos jogos do Flamengo.

Além disso, a possibilidade de receber o dinheiro diretamente, sem passar pela Ferj – e, portanto, sem poder confiscado e redirecionado, como vem acontecendo desde 2014 – era considerado o principal objetivo da negociação, e foi alcançado.

Apesar de todas essas ponderações, a maneira como a diretoria conduziu as negociações desde o início faz com que qualquer vitória parcial seja enxergada como derrota e pode dificultar a aprovação dos contratos. Até o SoFla, principal grupo de sócios de sustentação da gestão Eduardo Bandeira de Mello, é refratário à ideia. O MRN apurou que as comissões jurídica e financeira do grupo estão avaliando recomendar aos seus membros que votem contra o acordo.

 
 
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