O meia Diego – que está suspenso com três cartões amarelos e não enfrenta o Atlético-PR, mas continua treinando normalmente – esteve presente nesta quarta-feira à noite no programa “Jogando em Casa”, do EI Maxx, e falou sobre os seus primeiros seis meses de Flamengo. Veja os principais trechos do que o camisa 35 falou:

Comemoração do gol contra o Santos

Eu tenho minha forma de pensar. Meu relacionamento com o Santos vai muito além de comemorar ou não um gol. Fazer um gol jogando com o Flamengo no Maracanã é algo especial que eu não penso em deixar passar. Tenho que respeitar também os torcedores do Flamengo e dividir com eles toda essa emoção. Cheguei a pensar até em tirar a camisa. Foi um gol muito importante, com a sequência de empates que nós estávamos tendo, esse gol bateu o martelo da vitória. Perto dos torcedores, na parte mais cheia do Maracanã, foi tudo perfeito.

Adaptação rápida

Eu me preparei muito para esse momento. Às vezes quem está de fora não consegue acompanhar tudo. Eu me preparei fisicamente, psicologicamente para atingir meu melhor desempenho. E no dia a dia eu gerei uma expectativa positiva pelo que eu vinha acompanhando da equipe. Mas surpreendeu sim, as coisas aconteceram muito rápido. É diferente o clima, o campo, a forma de jogar. Cada campo, um a grama é mais alta, outro mais baixa, molhada, outro é seco. Querendo não, isso interfere. Mas eu devo também essa adaptação rápida ao Flamengo em geral. Têm sido muito profissionais todos e isso ajuda quem está chegando.

Recepção no aeroporto

Eu esperava uma recepção bacana pelo que eu vinha sentindo nas redes sociais. Mas superou minhas expectativas, e esse tipo de atitude foi me conquistando de forma instantânea. Depois de 12 anos fora, você perde um pouco a sua visibilidade, e eles demonstraram que eu estava vivo na memória deles, nos corações. Realmente foi especial, me comoveu e vai ficar guardado pra sempre na minha lembrança.

O que levou à perda do título

Foram jogos que faltou um pouco mais de eficiência, tranquilidade, nessa hora desses jogos. Na briga que nós estávamos contra o Palmeiras, qualquer ponto fazia diferença. O fator estádio, queira ou não influenciou. Primeiro porque desgasta muito, segundo porque acaba criando uma certa ansiedade de voltar ao Maracanã. Esses fatores acabaram fazendo a diferença. Eu valorizo muito o que nós fizemos. Dentro de tudo aquilo que aconteceu, nada me tira da cabeça que a temporada acabou sendo muito positiva.


Queda de produção da equipe

Não recebemos nenhuma ordem para deixar de jogar o futebol que nós vínhamos apresentando para ganhar os jogos. Talvez nós não tenhamos reagido à melhor forma à tática que os adversários começaram a apresentar quando nós ficamos mais visado.s Nós deixamos de ter a posse de bola no campo adversário, uma coisa que trabalhamos muito para melhorar, porque nos dava uma tranquilidade. Mas o que eu gostei foi que nunca faltou vontade, determinação da equipe. Mesmo quando as coisas estavam ruins, você olhava e tava todo mundo esgotado, a gente não tá conseguindo mas tá tentando.

Cheirinho de hepta

Isso foi criado pela torcida e não nos incomodou em momento nenhum. Eu valorizo o fato de ter tido o cheirinho, de criarem o cheirinho. Isso foi uma coisa que brincávamos entre nós, mas não criou uma pressão, um peso. No Flamengo é assim, as coisas tomam uma proporção gigantesca. E a melhor forma de administrar isso é viver. E nós vivemos, abraçamos os torcedores, tiramos fotos, foi sensacional. Foi criado esse cheirinho, não se concretizou. Agora avalia de forma sensata a temporada do Flamengo e quem fizer isso vai chegar a uma conclusão muito positiva.

Número da camisa

Nesse momento nem existe a possibilidade de vestir a camisa 10, porque o Éderson tá lá. Tá muito bem representada, é um excelente jogador, que está vivendo uma situação desagradável, tá muito equivocado. Eu me identifico muito com o número 10, mas a 35 tá sendo legal, pelo meu filho ter escolhido, quando eu vejo as pessoas usando o 35 na rua eu acho muito legal. A 10 do Flamengo dispensa comentários, pelo que o Zico fez com ela. Mas neste momento não.

Clima do grupo

É uma coisa que eu sentia falta lá fora. O brasileiro é único. O Fernandinho gosta de uma zoeira. O Juan é muito engraçado. Ele não fala muito, mas quando fala. O Gabriel é um cara muito engraçado, o Rodinei. O grupo é muito bacana e a galera é engraçada, então o clima fica muito descontraído.

O que você pensa sobre isso?


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