Amigos e irmãos flamenguistas, que jogo foi esse pela Sul Americana! Um jogo que foi do drama do gol adversário aos 5 minutos à euforia do primeiro gol de Fernandinho pelo Flamengo, justamente o gol da classificação.

A ordem era uma só: conseguir a classificação. E todos pareciam ter pleno entendimento disso, tanto o técnico quanto os jogadores. Zé armou o time com seus melhores jogadores, os mesmos que haviam jogado no fim de semana pelo BR menos o Guerrero. E sem reclamação de desgaste da viagem.

Mas como tudo no Flamengo tem que ser do jeito difícil, o time deu uma vacilada monstra e tomou um gol aos 5 minutos de jogo. Um balde de água fria no time, certo? ERRADO!
O bobão lá achou que estava jogando o campeonato euriquiano e saiu fazendo o sinal de “passar a faca” no pescoço, como se nada fosse acontecer. Mas aconteceu. O gesto mexeu com o time do Fla, que passou a dominar a partida.

O time soube manter a calma e foi pressionando até conseguir empatar a partida com um golaço aço do Éverton (nunca critiquei). O primeiro da noite. O time continuou a pressão e viu Jorge acertar um chute incrível de fora da área depois de se livrar de dois marcadores. O segundo golaço aço da noite.

Até aí o time já havia se superado, saiu atrás no placar e virou o jogo.

Com o 2 a 1 no primeiro tempo, o Flamengo precisava de só mais um gol para se classificar e ainda tinha todo o 2°T para isso. Zé ainda esperou um pouco, mas logo começou a mudar o time, primeiro colocando Alan Patrick e depois Fernandinho. E como sou humano e não sou perfeito, eu confesso que xinguei muito quando vi que Zé trocou o Éverton pelo Little Fernando.

Até que o herói improvável apareceu. Aquele que aparece na hora certa e no momento certo, guiado pelo Manto.

Fernandinho, que até então ainda não havia feito gol pelo Fla, recebe a bola pela esquerda, dá um drible de corpo e manda uma bomba para marcar o terceiro golaço aço da noite. Flamengo 3 a 1, o gol da classificação.

Que jogo meus amigos, que noite de Flamengo! O time conseguiu reverter o placar adverso do jogo de ida em SC e ainda reverteu o placar adverso desse jogo. Vimos um show em campo como há muito tempo não se via. A mudança de atitude na equipe é nítida.

E meu filho vai ter nome de santo: Diego! O cara já está em casa, dono do meio campo, legítimo camisa 10, comprometido com o time. Não fez gol, mas fez mais uma excelente partida. Apareceu em todos os cantos, até na nossa linha de fundo fazendo marcação.

Esse foi um jogo para formar um time campeão, para mostrar para eles mesmos do que são capazes. O time abraçou a causa, deu o coração em campo, soube aproveitar a vantagem de ter um jogador a mais e saiu com a classificação. Era de um jogo assim que precisávamos para trazer sangue nos olhos a essa equipe.

Só quero deixar aqui um pedido para a direção: TREINEM O TIME B. Elenco é para ser usado, o que não pode é montar um sistema defensivo com jogadores voltando de um tempo parado e que não jogaram juntos. Sei lá, chama uns Madureira da vida e coloca o time B pra jogar contra eles. Só assim pra evitar outro 4 a 2.

E Zé, eu sei que já te critiquei muito (e muito merecidamente), mas hoje eu tenho que admitir que você vem surpreendendo de forma positiva. Na noite antológica de quarta-feira demonstrou conhecer o elenco e na coletiva de imprensa demonstrou conhecer de futebol. Continua assim que tá dando certo.

Vamos Flamengo. SRN.

 

Crédito imagem destacada:  Arte de Diogo Almeida sobre Foto de Gilvan de Souza / Flamengo