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Partiu, Penta! Um relato de amor e paixão

Partiu, Penta! Um relato de amor e paixão

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Ricardo Martins | Twitter: @Rick_Martins_BH


Eu vivi a era Zico. A impressão que se tinha é que o Flamengo seria sempre forte. Com o Galinho em campo tínhamos a sensação de invencibilidade. Tudo começou em 1972, e amplificou-se após a FAF (Frente Ampla Flamengo).

O time de 1977 foi o germinal da grande geração vencedora ao longo da década de 80. Chegamos a ficar 52 partidas sem perder entre 1978 e 1979. Mas só ratificamos nossa hegemonia após conquistarmos o primeiro campeonato brasileiro, sobre o Atlético Mineiro em 1980.

A única decisão que não vi pessoalmente foi justamente essa contra o Galo, por isso nem vou me ater, todavia, estive contra o Grêmio, Santos, Internacional, e na improvável final com o Botafogo em 1992.

Eu digo improvável, pois o Botafogo era um time apontado como franco favorito, com Valdeir The Flash, Renato Gaúcho e companhia. Porém, o favoritismo foi por água abaixo já primeira partida, sendo atropelado por 3×0 pelo jovem time do Flamengo.

Maestro Junior

Imagem Site Oficial

 

Mas antes de falar sobre a segunda partida, eu faço questão de destacar que 1992 foi um ano mágico para mim. Eu estive fora do País visitando, dentre outros, especialmente Cuba. Foi inesquecível. O Brasil é muito querido por lá. O cubano fala um espanhol que “come” a última sílaba das palavras. O turista é bem tratado e, se faltavam produtos básicos para os residentes, eu vivi dias de rei, de tão bem tratado que fui.


Fiz belas amizades, e deixei muitas pessoas totalmente alucinadas com uma camisa branca do Flamengo, a qual presenteei numa espécie de sorteio. Meu único sofrimento era não conseguir ouvir ou ver os jogos do Mengão. Lá eu só vi jogos de baseball na TV, mas, acredite, eu joguei até futebol!

Na volta ao Brasil, muitas histórias na cabeça, e muita saudade no coração. No dia 08 de março ganhei um dos maiores presentes da minha vida, a mãe da minha filha Luísa, e que me atura como esposo até hoje. Ela morava em Belo Horizonte e eu no Rio de Janeiro.

Eu acredito que um dos motivos que me tenham ajudado a conquistá-la em definitivo foi levá-la para conhecer o Maracanã ocupado pela Magnética no dia 19 de julho de 1992. Foi uma grande aventura. Meu fusca vermelho era o meio de transporte disponível. Mais dois amigos me acompanharam. Só me recordo do apelido de um, Molotov. Lembro que eram dois “armários”, pareciam até seguranças.

O Maracanã estava lotado. Eu nunca vi o estádio tão cheio. A impressão que passava é que havia mais gente que o público anunciado. O espaço reservado para a torcida do Botafogo era gradativamente reduzido, muitas vezes na base da cacetada policial.

Nós ficamos em pé devido à quantidade de gente que não conseguia se sentar. Em certo momento, um botafoguense desavisado entrou exatamente no setor em que estávamos. Jogavam bolinha de papel nele, e o vaiavam. Diante de seu constrangimento, eu o abracei e o retirei do local. Para a minha satisfação, todo mundo aplaudiu.

A preliminar era de um time de masters do Flamengo. A cada “ola” da Magnética eu ficava assustado com a quantidade de torcedores que ficavam do outro lado do estádio, acredito que onde ficava a Raça Rubro-Negra. Repentinamente muitas pessoas desabaram e caíram sobre as cadeiras de cor azul. Uma tragédia! O silêncio tomou conta do Maracanã.

Acho que um helicóptero pousou no gramado para socorrer vítimas, e nós ficamos apreensivos quanto à realização do jogo decisivo. Mas depois fiquei sabendo que houve uma blindagem ao time que entraria em campo para conquistar o pentacampeonato.

O jogo até foi interessante. O Botafogo valorizou nossa conquista e o goleiro Gilmar teve grande atuação. O gol do maestro Júnior aumentava a nossa confiança no título, e quando Julio Cesar Imperador marcou o segundo, era quase a certeza. Nem a ajuda do árbitro ao adversário nos abalou.

O Flamengo era campeão brasileiro pela quinta vez. Daquele time muitos continuaram sendo campeões por outras equipes. A geração que poderia ter sucedido a era Zico foi desfeita posteriormente a preço de banana, e o Flamengo ficaria 17 anos oscilando em decorrência de políticas equivocadas.

Mas o que importa é que eu vi. Eu estava lá! O Flamengo no topo, e eu tentando ser humilde…

Eu me emocionei ao rever as imagens daquele dia intenso. Curta novamente comigo:

 

Cordiais Saudações Rubro-Negras!

 

 

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