Geraldo Farias  • para os Blogueiros da Nação, Campinas


Foto Hesley Kovic

Foto Wesley Kovic

Domingo de sol na Terra da Garoa. Nem parecia a última vez que o Mais Querido tinha vindo à capital Paulista. Por coincidência, era dia das Mães, o jogo contra o São Paulo em Maio. Eu nem pensava nisso. Tinha algumas missões a cumprir. A primeira para os @FlaDarfeiros. 750 panfletos a distribuir e a camisa da nossa iniciativa a postos. A próxima missão era ajudar o time a ganhar os 3 primeiros pontos aqui em Sampa.

A ida a Campinas foi bem tranquila. Peguei carona com 2 amigos rubro-negros. Ao entrar no carro, a primeira pergunta foi “Vamo de 3 volantes hoje?”. Gargalhadas. Ao chegarmos perto do estádio, já encontramos o que se espera quando se menciona a palavra Flamengo. Gente. Muita gente. Onde quer que cheguemos, onde quer que os nossos mulambos bem-vestidos forem, sempre estaremos bem apoiados. Quem deixou pra comprar ingressos de última hora, teve que recorrer a cambistas. Tive relatos de um amigo que conheci fazia 5 minutos, que teve que comprar 3 vezes pra valer o ingresso.

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Foto Wesley Kovic

Chegamos cedo, pois eu ainda participaria do Match Day. Aqui cabe dois elogios. A organização da atividade em si e à recepção da equipe da Ponte Preta. Fomos muito bem recebidos, bem tratados. Conhecemos o vestiário, as camisas dos jogadores arrumadas e enfileiradas. Uma piada aqui, outra ali. Hora de sair. Esperar o time chegar. Eu ainda estava com duas camisas dos FlaDarfeiros, na esperança de conseguir um autógrafo de um dos nossos. A preferência era pelo “homi” que acabou com o caô. E eis que nosso ônibus surge. E a Nação se multiplica. Uma verdadeira avalanche de rubro-negros em volta do ônibus pra receber os mais bem-vestidos jogadores do planeta. Com essa avalanche inundou a minha esperança pelos autógrafos. Deixei o autógrafo de lado, saquei a câmera do celular. Tinha de compartilhar isso com os nossos e provocar os anticristos, claro. Autógrafos ficam em segundo plano quando vejo a Nação e suas manifestações de amor incondicional. Quem acompanha minhas idas ao estádio, sabe que nunca foram tranquilas. Eu costumo dizer que não vou ao estádio pra ver jogo. Se fosse pra ver jogo, eu ficava em casa. Vou pra ver gente. Muita gente. Sentir a atmosfera, cantar e ver o espetáculo à parte que essa torcida sempre proporciona. Conheci alguns personagens, trocamos algumas ideias, histórias e juras de amor eterno. Gente de Minas, da Capital, dos arredores. Gente, gente e mais gente.

Chega a hora de entrar no estádio. Fila enorme e eu distribuindo os panfletos no meio da fila. Alguns rubro-negros já foram adicionados aos nossos grupos de imediato (se quiser saber mais sobre o projeto FlaDarfeiros, chama no whatsapp (92) 98443-4023). A expectativa pro jogo só crescia. O nosso lado do estádio completamente tomado de vermelho-e-preto. E os personagens só se multiplicam. Tem os que não admitem silêncio em nossa torcida. Os incomodados. Os inconformados. Várias formas de amor, expressas de diferentes formas.

A notícia de que não viríamos com 3 volantes foi plenamente comemorada. Até esquecemos do desfalque do nosso paredão, PV48. Começa o jogo, o time até começa bem, bola na trave, poucas chances do adversário. E nossa torcida empolgada. É fato que a maneira de torcer dos que não estão tão habituados a encontrar o time é diferente dos que estão no Maracanã todo fim de semana. Mas o amor é o mesmo. Como eu disse antes, várias maneiras de expressá-lo. Há muitos os que cobram que não paremos de cantar um minuto. Que apoiemos incondicionalmente. Mas vejo tudo como uma relação de troca. O time faz a parte dele. E nós, a nossa. A grande verdade é que: esse time não empolga. Não nos dá aquela esperança que o gol vai sair. Falta algo. Falta uma química maior com a Nação. Nem só a presença do nosso General parece ser suficiente.


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Foto Wesley Kovic

Quando anunciaram a mexida no intervalo, muitos rubro-negros se entreolharam, balançaram as cabeças, já prevendo o pior. Que não demorou muito a acontecer. Desde que eu me entendo por gente, todo escanteio em nossa área é um Zico nos acuda. Eu costumo nem olhar. Baixo a cabeça e rezo. Somente isso. Gol da Ponte e o abatimento é natural na torcida. O que só piora com as substituições do nosso técnico. Mais uma derrota, uma volta pra casa dolorida. A chateação no rosto de quem nem almoçou pra ver o time do coração e esse não corresponder. E aqueles que cobram amor incondicional e acham que a nossa torcida não faz a parte dela: imagina quem saiu de casa, viajando quilômetros, num domingo de DIA DOS PAIS, pagando 80 reais num ingresso, pra ver o jogo todo em pé, por um time que não empolga. Deixo a pergunta: Querem uma manifestação maior de amor?

Depois de uma derrota dessas, o mínimo que se espera é que os responsáveis se pronunciem, assumam a culpa e nos mostre o mínimo de vontade de consertar as coisas. Mas o que encontramos no mesmo dia e até no dia seguinte não é nada do que merecemos, muito menos do precisamos. Desculpas esfarrapadas, temas mais abrangentes pra tirar o foco das pífias atuações do time e dos repetidos erros. Podemos até levantar a hipótese se essa cortina de fumaça não é combinada para tapar os nítidos erros cometidos nesse departamento de futebol ao longo do ano.

Torcedor, espero ter podido expressar o sentimento de quem foi ao Moisés Lucarelli ver mais uma atuação aquém das nossas expectativas. E de todos aqueles que viram pela TV tão apreensivos quanto nós que fomos ao estádio.
Jogadores, dirigentes, VPs, Presidente, nós merecemos e queremos muito mais do que desculpas vazias e tentativas de tirar o foco do real problema. Ainda há tempo para se corrigir e terminar o ano com dignidade. O mínimo que esperamos é um time com tanta fibra quanto a torcida que faz tudo isso ele. E estamos muito LONGE disso!

Saudações Rubro-Negras!

 

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