O presidente Eduardo Bandeira de Mello falou à Rádio Globo sobre a situação do Maracanã, tema de uma nota divulgada pelo clube nesta terça-feira. Veja os principais trechos:



Recusa de negociação com a BWA/Lagardère

Nós temos na iminência de começar uma parceria longa, uma parceria de mais de 30 anos, e esse tipo de parceria você só pode fazer com entidades em quem você confia. No caso desse grupo que está planejando assumir o Maracanã, eles não têm a confiança do Flamengo. Nesse caso é melhor nem começar alguma coisa que não vai dar certo. Existem condições que não precisa nem falar, se você não confia no seu interlocutor, no seu possível parceiro, você acha que ele está assumindo uma posição de atravessador, não tem porque você começar uma relação. O Maracanã é perfeitamente viável, com o Flamengo, com os seus parceiros, desde que a gente respeite as especificidades, as vocações de cada um e não queira impor nada a ninguém. É uma relação na qual você combina tudo previamente e depois começa a relação. Agora quando é uma empresa que você já não tem uma boa relação e que começa uma negociação com você, você achando que você está negociando e você percebe que ela está fazendo uma rota paralela, uma outra negociação à sua revelia e você vai saber isso por terceiros, é claro que você não pode continuar uma relação dessas. Se essa empresa for a gestora do estádio, parabéns para ela, mas não conte com o Flamengo. Se ela entende que o Maracanã é perfeitamente viável sem o Flamengo, lamento, mas eles vão ter 32 anos para provar, para fazer o Maracanã rentável sem o Flamengo.

Possibilidade de o Maracanã dar lucro

O Maracanã não é um negócio altamente lucrativo. A Odebrecht passou quatro anos no Maracanã e teve prejuízo em todos os quatro. O Flamengo desenvolveu um plano de negócios, com muito esforço, com ênfase na maximização das receitas, na redução das despesas. Entendemos que vai ser um negócio altamente positivo do ponto de vista esportivo, agora, jamais vai ser um negócio muito lucrativo. Se alguém, sem o Flamengo, tem a expectativa de entrar no Maracanã, para obter lucro ela vai ter que usar o Flamengo para isso, e nós não queremos ser usados. Se nós temos um grupo que está pretendendo assumir o Maracanã nesse processo de transferência da concessão – é claro que nós preferíamos uma nova licitação, mas respeitamos a posição do Estado – se tem um grupo que tem experiência em administração de estádios, que tem solidez financeira, que tem a confiança do Flamengo, que tem um acordo firmado já com o Flamengo e o Fluminense, eu acho que todas as condições estão dadas.


Setor popular

Nós vamos sempre tentar conciliar a atratividade econômica do estádio com o acesso das populações de baixa renda, afinal a gente sabe que boa parte da torcida do Flamengo está concentrada justamente nesses segmentos. É claro que o Flamengo não é o culpado pela crise que o país vem passando, nós não temos infelizmente condições de resolver questões como a de que boa parte da torcida do Flamengo, não é nem o caso de não poder pagar um ingresso e ir ao Maracanã. A gente sabe que boa parte da população não tem dinheiro nem para a passagem para ir ao Maracanã. O Flamengo vai estar sempre disposto a colaborar e temos consciência do nosso papel social, mas no momento em que a gente quer viabilizar o Maracanã sabemos que num primeiro momento nem todos problemas poderão ser resolvidos. Mas essa questão do caráter inclusivo do estádio vai estar sempre no nosso radar e nós temos inclusive planos para tirar as cadeiras do setor Norte para poder dar um acesso diferente para a nossa torcida e com isso cobrar preços mais acessíveis. Essa é uma demanda da nossa torcida que nós entendemos que é perfeitamente pertinente.

Arena da Ilha

Deve ficar pronta no final de fevereiro, no máximo no início de março, para o caso de a gente não conseguir o Maracanã a gente já poder estrear na Libertadores no estádio Luso-Brasileiro.

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