Segundo o Globoesporte.com, o orçamento do Flamengo para o próximo ano, a ser votado hoje à noite pelo Conselho de Administração do Clube, prevê um aumento de R$ 33 milhões com o futebol em relação a 2016. A estimativa prevê um investimento de R$ 215 milhões em 2017, contra R$ 182 milhões na atual temporada, no carro-chefe do clube. Uma simples conta, porém, mostra que esse aumento não necessariamente se traduzirá em reforços e aumento da folha salarial – na verdade, pode haver até um recuo no investimento no time.

O último balanço trimestral revela que o Flamengo ainda tinha, ao fim de setembro, R$ 23 milhões a pagar nos direitos econômicos de jogadores do atual elenco ou que nem estão mais no Ninho Urubu, casos de Wallace e Hernane – este último, apenas quando e se o clube saudita Al-Nassr enfim pagar a compra realizada em 2014.

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O orçamento ainda precisa prever o pagamento à Doyen dos direitos econômicos de Marcelo Cirino. Se o atacante não for vendido até o fim da temporada, o Flamengo precisa ressarcir a Doyen em 4,7 milhões de euros – R$ 16,5 milhões no câmbio de hoje. Só aí, portanto, já são R$ 39,5 milhões, mais do que a diferença de orçamento entre 2016 e 2017.

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A conta, no entanto, não se encerra aí. O CEO do clube, Fred Luz, já revelou que, seguindo recomendações de um relatório da consultoria belga Double Pass, que realiza o planejamento de longo prazo da seleção alemã, o Flamengo vai elevar os gastos na base em 2017 dos atuais R$ 9,5 milhões para R$ 14 milhões – mais R$ 5,5 milhões na conta.

Além disso, os investimentos na Arena da Ilha também devem ser incluídos na rubrica futebol. O Flamengo pagará R$ 7 milhões à Portuguesa pelo aluguel de três anos, ou seja, R$ 2,3 milhões em 2017. Além disso, haverá o custo para ampliar o estádio para os 20 mil lugares mínimos para poder jogar até as quartas de final da Libertadores – o gasto ainda não foi oficialmente divulgado, mas também deve ficar na casa de alguns milhões.


Há, ainda, o aumento de salários e eventual pagamento de luvas na renovação de alguns jogadores cujos contratos o Flamengo já manifestou interesse em estender, como o goleiro Alex Muralha, o volante Willian Arão e o atacante Éverton. Até o meio do ano, o clube também terá que encontrar uma solução para continuar com o zagueiro Réver, titular, capitão do time e ganhador da Bola de Prata como melhor defensor do campeonato, que está emprestado pelo Inter somente até o meio do ano.

Tudo isso leva a crer que o diretor de futebol Rodrigo Caetano não está blefando quando diz que o Flamengo gastará pouco em reforços e aproveitará mais a base.

 
 
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