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Jogando no Mineirão, o Flamengo lutou e conseguiu uma vitória suada contra o Cruzeiro. Em partida de tempos distintos, o Mengão dominou seu adversário na primeira etapa, mas nem de longe pareceu a mesma equipe no complemento do jogo. Mesmo assim, o resultado positivo deixa o Fla com 13 pontos e confiante para a sequência do Brasileirão 2016.

Muralha – No primeiro tempo, assistiu o jogo de dentro do campo e participou apenas em jogadas de bolas recuadas. No segundo tempo, trabalhou um pouco mais, porém sem precisar fazer grandes defesas. Cada dia mais confiante, segue firme no gol do Flamengo. NOTA 7

Rodinei – Teve bastante espaço para jogar no primeiro tempo, quando o Cruzeiro marcou com suas linhas bem adiantadas e buscou bastante jogadas na linha de fundo. Na etapa seguinte, foi bem mais defensivo e pouco buscou as jogadas de ataque. Precisa melhorar a qualidade nos seus cruzamentos, já que consegue chegar com certa facilidade em muitos momentos. NOTA 6,5

Réver – Grande estreia do experiente zagueiro. Com sua característica lucidez em campo, o recém-contratado chegou dando consistência ao lado direito da zaga rubro-negra e, se utilizando de sua estatura e qualidade nas subidas em bolas aéreas, fez o gol da vitória heroica no Mineirão. Atuação importante para começar com a confiança que o momento do time pede. NOTA 8,5

Rafael Vaz – Mais uma grande partida do camisa 33. Ao lado de um novo parceiro, foi firme pelo lado esquerdo, fez boas coberturas, brigou pela bola nas subidas de ataque do adversário e não hesitou em jogar feio. Com bons volantes a sua frente, pode melhorar ainda mais no aproveitamento. NOTA 7,5

Jorge – Segue com uma grande consistência defensiva. Não demonstra nervosismo e parece se entrosar com facilidade com qualquer companheiro que entre na zaga. Ofensivamente pouco apareceu e quando subiu pareceu lento e foi tímido. Precisa ter mais vontade no apoio. NOTA 6

Mário Araújo – Sua disposição contrasta com sua pouca habilidade e limitação tática. Orienta demais o meio e pouco faz com a bola nos pés além de tocar para o lado. Não tem a mínima condição de ser titular em qualquer time da Série A, muito menos num time que almeja disputar posições no topo da tabela. NOTA 5

Willian Arão – Suas atuações estão em ascensão desde que o técnico Zé Ricardo, provavelmente, o orientou a jogar mais compromissado com a marcação. Cada vez mais voltado a jogar para o time, o capitão rubro-negro tem sido peça fundamental nesse meio, que apresenta ainda tantos problemas (leia-se Marcio Araújo) de distribuição de bolas e articulação de jogadas. NOTA 6,5

Cirino – Tem velocidade, uma certa facilidade em driblar seu adversário, mas parece disperso em campo e quase sempre não consegue dar sequências as suas jogadas. Não tem capacidade de finalizar e sua movimentação parece cada vez mais limitada, diminuindo a dinâmica do ataque. Defensivamente foi bem dedicado e ajudou bastante o time pelo lado direito da defesa. NOTA 6

Vizeu – Conseguiu boas finalizações ao gol do Cruzeiro no primeiro tempo. No segundo, ficou refém da defesa adversária e pouco produziu ofensivamente. A escassez de bolas em profundidade e em cruzamentos contribuiu bastante para que o camisa 47 tivesse uma atuação apagada na etapa complementar. NOTA 6,5

Alan Patrick – Uma das piores partidas do meia rubro-negro. No período do jogo em que o Flamengo mais criou na partida, o camisa 19 pouco participou. Na bola parada, foi importante cobrando o escanteio que resultou no gol de Réver, mas em vários lances semelhantes chegou a fazer jogadas bizarras. Precisa voltar a dar dinâmica ao meio campo e participar mais da marcação. NOTA 5

Everton – Nesse jogo nem rápido conseguiu ser. Perdeu lances na corrida para os marcadores do time mineiro, não criou lances de perigo e foi útil apenas defensivamente com um forte auxílio à marcação pelo lado esquerdo com Jorge. É outro que não pode ser titular nesse time. NOTA 5

Cuellar – Entrou para ajudar a fechar o meio e a recuperar a posse de bola que o time não teve durante todo o segundo tempo, mas não surtiu tanto efeito. Defensivamente não faltou luta e dedicação que lhe são características. Tem que voltar ao time o mais rápido possível (e impossível). NOTA 6

Fernandinho – É uma daquelas substituições que o técnico não tem argumento algum para explicar. Ajudou um pouco lá na defesa, mas nada de perigoso fez no ataque, o que lhe é dado como função. Não deveria estar nesse elenco. NOTA 5

Pará – Foi o último a entrar no time com o intuito de povoar ainda mais a defesa, além de sair em velocidade nos contra ataques, mas não adiantou muito. Ainda cavou algumas faltas que descansaram o sobrecarregado time. NOTA 5