Blogueiro da Nação

Lucas Castro (@CastroCRF)

Rio Grande do Norte

Eram 6 da manhã, despertador tocava, mas para que serviria? Já estava acordado desde as 5h30. Viagem prevista para sair às 7h. Não era um dia comum, era jogo do Flamengo, porra.

Eu e meu pai ficamos conversando sobre a partida e ele disse: “Só Deus sabe quando um Fla x Flu virá para cá de novo”. Oportunidade única que não poderia deixar de passar. Pois bem 3 horas de viagem e 280 quilômetros percorridos depois, enfim chegamos. Fomos para o estádio cedo e logo começou aquela garoa que se tornou chuva e o frio era de bater os dentes.

Portões previstos para abrir às 14h, mas como sempre tem aquele atraso brasileirinho, e somente meia hora depois que a entrada foi liberada. Um momento de tensão surgiu quando percebo que os ingressos estavam molhados. Será que depois de todo o sacrifício não entraríamos no estádio? Felizmente deu tudo certo. Lá dentro já se via aquela atmosfera de animação e entusiasmo na arquibancada. Muitos ali nunca tinham visto um jogo do Flamengo!

A entrada em campo do time veio junto ao som de um “Mengooooo” ensurdecedor. O árbitro soprou o apito inicial e imediatamente o time tricolor sofreu uma pressão imensa dentro e fora de campo. Jogamos juntos! Os jogadores do Fluminense pareciam ter medo do estádio, se livravam da bola a cada posse. Contudo, o gol não saiu na etapa inicial.

Logo no início do segundo tempo veio a infelicidade do gol adversário. Aquele barulho sumiu, todos olhavam sem saber o que aconteceu, gol contra de Arão. Mas a bola voltou a rolar e não desistimos. A torcida empurrava, sabia que o gol era questão de tempo. E ele veio, e com ele a torcida fervorosa e estremecedora! Nunca tinha presenciado algo de tamanha façanha. Eu nem conseguia falar, só abraçar o meu pai. Imagino como deve ser no Maracanã com mais de 60 mil pessoas. Deve entrar na alma.

Enfim a infelicidade do gol da derrota veio com um sentimento de frustração pela forma que a partida se apresentou. Contudo, desde a hora que acordei até a hora que saí do estádio, senti que aquilo não foi apenas mais um dia e sim um espetáculo que talvez nunca mais poderei apreciar.