O Programa Anjo da Guarda, que permite aos rubro-negros destinarem uma parcela do seu imposto de renda ao Flamengo em vez dos cofres do governo, bateu o recorde de arrecadação em 2016: foram R$ 1,3 milhão a serem investidos nos esportes olímpicos do clube, contra R$ 1,2 milhão em 2014, o recorde anterior. No total de quatro anos do projeto, o Flamengo já arrecadou R$ 4,5 milhões.

O clube também anunciou uma novidade: em breve as inscrições para 2017 serão abertas e desta vez será possível aos rubro-negros se inscreverem no programa durante o ano inteiro, e não apenas num pequeno período no fim do ano.

Os recursos captados são usados em bolsa-auxílio para atletas, salário dos treinadores e outros membros do corpo técnico, taxas para federações e inscrições em competição, transporte e estadia durante as competições e investimento em equipamentos. Os recursos são destinados a oito modalidades: remo, natação, nado sincronizado, polo aquático, vôlei, basquete, judô e ginástica artística.

Na entrevista que concedeu ao MRN no mês passado, o vice-presidente de Marketing Daniel Orlean falou sobre o Anjo da Guarda e a necessidade de mais rubro-negros ajudarem o projeto, mesmo se só se interessam pelo futebol:

– O Anjo da Guarda é para os esportes olímpicos. Mas de uma forma ou de outra, o que você não tira de um bolso sai do outro. Eu posso fazer investimentos na Gávea que saem hoje de um dinheiro que podia ir para o futebol. Mas como são equipamentos que vão ser usados para os esportes olímpicos, poderia sair do Anjo da Guarda. Ao ajudar o esporte olímpico, você está ajudando o futebol indiretamente, não tem mistério. Você ajudando o esporte olímpico, ele vai aparecer mais, vai atrair um patrocinador que também pode vir para o futebol. Tendo o Flamengo forte em outros esportes, temos mais venda de camisas, mais venda de produtos. Isso ajuda o futebol. Evita ter que usar um orçamento para investir num equipamento que poderia eventualmente ir para o futebol. Essa visão tem que ser um pouco mais clarificada para as pessoas – afirmou.