Por Victor Gammaro (@vgammaro)

 

O resultado não foi o esperado. Após quatro partidas sem vencer e há sete sem derrotar o Vasco, o flamenguista que foi ao Mané Garrincha na noite de ontem esperava um resultado positivo para cima do rival. Apesar das chances e dos gols incrivelmente perdidos, o jogo terminou empatado, aumentando os dois jejuns rubro-negros.

Mas algo chamou atenção no duelo carioca de Brasília. A torcida brasiliense do Flamengo vai, cada vez mais, “aprendendo” a receber o time na cidade. Teve de tudo um pouco: protesto pacífico na chegada ao hotel, aplausos ao fim do primeiro tempo e 90 minutos de cantoria incansável.

Aqui na capital, a rixa entre duas organizadas do Flamengo – que aqui, apesar de todos saberem quais são, não merecem ser citadas por esse motivo -, é bastante acentuada. Fato que faz com que a Polícia Militar separe-as. Como consequência, o grito da Nação fica dividido e algumas vezes, inevitavelmente, mais baixo que o da torcida adversária.

Presença ilustre na arquibancada do Mané Garrincha, o pivô Jerome Meyinsse aprovou a nação candanga. “A torcida daqui é muito boa, canta o tempo todo. Gostei muito de conhecer o pessoal aqui, que me tratou com muito carinho”, comentou o americano, enquanto era cercado pelos fãs, que pediam fotos com o carismático jogador de basquete.

E o flamenguista da capital já tem mais motivos para comemorar. Nesse processo de “ambientação” do time no centro-oeste, mais três oportunidades do brasiliense receber o Mengão foram confirmadas. Pelo Brasileirão, Cruzeiro, Grêmio e São Paulo visitam o Fla na sua, cada vez mais, segunda casa.