“No início do século XX, o jornalista Coelho Neto (que hoje dá nome a uma estação de metrô na zona norte do Rio de Janeiro), usou pela primeira vez a expressão “torcedoras”. Sim, esta expressão teve início com conotação feminina mesmo, há quem diga que por ansiedade, as mulheres torciam suas luvas durante as partidas de futebol”

O futebol é realmente apaixonante, não apenas pela hipnose que é capaz de nos provocar todas as quartas e domingos, mas também pela sua impressionante e rica história.

Não bastasse a descoberta deste esporte pelos idos de 1863, eis que em 1895, para concretizar de vez um sonho, o grupo de rapazes marcou para a casa Nestor de Barros, na Praia do Flamengo, número 22 – posteriormente conhecido como República Paz e Amor – no dia 17 de novembro, a reunião que evidenciaria a fundação do nosso Flamengo.

Quase 122 anos se passaram e o amor pelo Maior do Mundo, permanece intacto, sem variações, sem oscilações, sem esfriamento, sem divórcio e sem pensão. De lá pra cá: Gustavo de Carvalho, Dida, Índio, Evaristo, Leônidas, Zizinho, Domingos da Guia, Carlinhos, Rondinelli, Adílio, Junior, Leandro, Zico, Pet e tantos outros, nos deram muitas alegrias e aumentaram mais ainda, a marra dos mais de 40 milhões torcedores espalhados por cada canto deste planeta.

O Flamengo é assim, desafia física, tabus, feitiço, simpatia, olho grande, reza braba e até leis. Seja de Lavoisier, do Ex ou de Guardiola. Esta última estabelece que, num campeonato de pontos corridos, “o título se ganha nas últimas oito rodadas e se perde nas oito primeiras”.

Talvez Pepe seja exímio conhecedor quando o assunto é Messi, Suarez e Neymar, mas é fato que não entende absolutamente nada de Flamengo. Não há lei que faça o torcedor rubro negro deixar de sonhar com título e isso não tem nada a ver com posição na classificação, é DNA mesmo.

O rubro negro não analisa confronto, não avalia tabela e não se deixa abater por teoria, basta ao torcedor do Flamengo à velha fé no ‘deixou chegar’, ‘a camisa que joga sozinha’ e ‘a torcida que carrega o time’. Seja com Léo Medeiros, Walter Minhoca, Diego Silva. Seja com Diego, Guerrero, Everton Ribeiro.

Se alguém disse que seria fácil, mentiu pra você. Ainda é tempo de escolher rugby. O Flamengo venta, troveja e relampeja. Cubra o espelho com toalha, desvire seu chinelo ou vá deitar na cama da sua mãe.

Ser Flamengo não é escolher, é ser escolhido. Venceremos tudo e atropelaremos todos. Venha quem vier.

 
Fábio Justino escreveu para o site oficial do Flamengo, O Globo (Online), para o extinto Magia Rubro Negra e agora rascunha aqui no Mundo Rubro Negro. Siga-o no Twitter: @fabiojusttino

 


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