1. 40 anos de carreira e cultura alemã

 

Foto: Divulgação / Deutsche Sporthochschule Köln


 

Rueda nunca foi jogador profissional. É formado em Educação Física e com 19 anos começou seu primeiro curso de treinador de futebol. Na década de 90, Rueda fez pós-graduação na Escola Superior de Esportes de Colônia, na Alemanha. Antes, ainda durante a graduação, já vivera um intercâmbio no país. Fala fluentemente alemão.

 

2. Os grandes mentores de Reinaldo Rueda

 

Foto: Reprodução


 

O lendário Franz Beckenbauer e o treinador inglês Bobby Robson são dois mestres que Rueda busca seguir. Pode-se afirmar que o novo treinador do Flamengo segue as tendências táticas do futebol alemão ou a chamada “Escola Alemã”, que desde a década de 90 se reinventa constantemente.

 

3. Movido a desafios e com ambições diferenciadas

 

 

Rueda já havia treinado Deportivo Cali e Independiente Medellin – debutou no pequeno Cortuluá –
quando aceitou trabalhar diferentes seleções colombianas de base. O treinador não considerou essa decisão um passo atrás na carreira e sim uma oportunidade de crescimento.
 


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4. Sucesso também nas categorias de base

 

 

Em 2003 levou a garotada de seu país ao terceiro lugar do Mundial Sub-20. Melhor resultado da categoria na história. La Tricolor, como é chamada a seleção colombiana, não tinha grandes craques. Dos 20 convocados, apenas um teve projeção internacional relevante: o volante Freddy Guarín, com passagens por Boca Juniors, Porto e Inter de Milão. Macnelly Torres também fazia parte daquele time; os dois voltariam a se encontrar no Atlético Nacional campeão da Libertadores.

 

5. O Rei da América chega ao trono do maior clube do continente

 

Foto: @OvacionDigital


 

“Reinaldo é o melhor pai, o melhor marido, a melhor pessoa que eu conheci no futebol”, definiu Gerardo Pelusso, famoso jogador e treinador uruguaio, ao anunciar o prêmio “El Rey de América” ao novo “Director Técnico” do Mengo.
 

 
Aos 60 anos, foi eleito pelo jornal uruguaio El País, o melhor treinador sul-americano de 2016. Essa premiação, chamada de Rei da América, é vista como a mais importante honraria futebolística do nosso continente. Sete anos antes, o diário El Espectador o elegeu como melhor técnico da Colômbia. Em 2013, a Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS) o colocou entre os 10 melhores do mundo. Dois anos depois, em sua terra natal, arrebatou o título de “Mejor Director Técnico” dado pelo jornal El País. Em 2015 e 2016, em votação com os 36 treinadores e capitães de times da Liga Colombiana (Liga Aguilla), e mais o técnico e capitão da seleção da Colômbia, foi eleito o melhor treinador cafetero em atividade.
 


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6. Nas Eliminatórias, Reinaldo Rueda livrou sua seleção de um vexame

 

Foto: Reprodução


 

Após o veterano Francisco Maturana ter conquistado apenas um ponto nas Eliminatórias para a Copa de 2006, Rueda assume difícil tarefa de chegar à Copa da Alemanha. Contudo, ao longo de quase dois anos sob seu comando a Colômbia se reergueu, deu um salto na tabela e brigou ponto a ponto pela vaga na repescagem com o Uruguai. Na rodada final, venceu em Assunção a seleção paraguaia. Entretanto, com a vitória sobre a Argentina em casa, o Uruguai acabou ficando com a vaga. Rueda foi elogiado pela crítica e público colombianos.

 

7. O Pacificador

 

Foto: Divulgação


 

Após 28 anos finalmente Honduras comemorava seu passaporte para outra Copa do Mundo. Em 2009, um país dividido após mais um golpe militar quase colocou todo o trabalho desenvolvido desde 2007 a perder. Rueda administrou um grupo rachado por diferentes posicionamentos políticos. O desafio além das quatro linhas aumentou ainda mais o espírito de liderança do treinador. No fim, o futebol mais uma vez uniu um país cheio de antagonismo: na noite da classificação o povo foi para as ruas comemorar e Reinaldo Rueda ganhou nacionalidade hondurenha.

 

8. Uma outra La Tri para amar

 

Foto: Fernando Araújo


 

O Equador foi a terceira seleção a ser dirigida por Rueda. Comandou “La Tri” com desempenho acima da média histórica em Eliminatórias. Apesar de terminar fora da repescagem pelo saldo de gols, a campanha equatoriana em momento algum pareceu sinalizar que fossem ficar de fora da Copa no Brasil. Já no Mundial, Rueda não conseguiu levar seu time para as oitavas-de-final, em um grupo relativamente fácil, com França, Suíça e Honduras.

 

9. Um olhar existencialista sobre a rivalidade no futebol

 

Foto: Reprodução Twitter


 

“O sentimento é de enorme impotência e de um grande vazio. Foi uma lição de vida e do futebol sobre o valor e a importância do rival. Já tínhamos observado e analisado o time há dois meses e, de repente, estamos sem adversário. O que significou isto para nós? Sem rival, não somos nada, não podemos jogar e não podemos chegar às nossas metas!”, assim Reinaldo Rivera Rueda expressou sua dor ao repórter da revista austríaca “Ballesterer”, Robert Florencio.

 

10. A complexa mente tática a serviço de Rueda

 

Foto: Colprensa


 

O auxiliar técnico do novo técnico do Flamengo é o ex-atacante da lendária seleção colombiana da Copa de 90, Bernardo Valverde Redín. Ao longo de um artigo especial assinado por Joza Novalis, publicado no blog Ninho da Nação e reproduzido aqui no MRN, Novalis explica a importância de Redín: “As duas mentalidades eram bem diferentes, pois Redín, embora ainda fosse um estudioso do assunto, era já um adorador do futebol ofensivo. O mais lógico era que o assistente fosse influenciado por quem o empregava, mas foi o contrário. Redín modificou a visão de Rueda, mostrando-lhe as vantagens de armar uma equipe voltada para a construção do jogo ofensivo. Rueda já era um profissional atento aos atletas, mas se impressionou com a meticulosidade com a qual Redín percebia os limites de um jogador e criava um plano para corrigi-los. Este foi outro traço do assistente que Rueda assimilou à sua prática profissional. Redín ficou ao lado de Rueda até 2014, quando foi anunciado como técnico do Monagas, da Venezuela. Porém, assim que assumiu o Atlético Nacional, Rueda chamou seu assistente de volta”.
 


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